Carga tributária atinge recorde sob governo Lula e oposição acusa Planalto de “fome por arrecadação”
Relatório aponta recorde histórico da carga tributária, que subiu para 32,3% do PIB sob o governo Lula.
Por ContraFatos 15/10/2025 Atualizado em 15/10/2025
Fernando Haddad (Fazenda) e Lula (PT) - (Foto: Ricardo Stuckert).
Relatório no Senado aponta que governo já promoveu 27 aumentos de impostos desde 2023 e ignora cortes de gastos
A carga tributária brasileira atingiu o maior nível da história recente, segundo relatório divulgado pela oposição no Senado. O documento aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou a arrecadação de 31,2% do PIB em 2022 para 32,3% em 2024, um avanço de 1 ponto percentual em apenas dois anos.
Os parlamentares afirmam que o resultado é consequência de uma estratégia focada exclusivamente no aumento de tributos, sem qualquer esforço para conter despesas públicas. “O governo tenta desesperadamente aumentar a arrecadação, mas não cogita cortar os próprios gastos”, destaca o texto.
Leitura
Governo acumula 27 medidas de aumento de impostos
Desde o início do mandato, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apelidado de “Taxxad” por opositores, teria patrocinado 27 medidas de elevação tributária. Entre elas, estão reajustes de alíquotas, revogação de isenções fiscais e restrições à compensação de créditos tributários, o que ampliou a carga total suportada por empresas e consumidores.
O relatório, citado pelo jornalista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, descreve o cenário como um “recorde histórico de taxação”, resultado direto da política econômica petista.
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A derrota do governo na votação da medida provisória que previa uma “alternativa” ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) obrigará o Planalto a formular um novo pacote de arrecadação. De acordo com parlamentares, a tendência é que a maioria das propostas represente aumento de impostos, reforçando a imagem de um governo que prioriza a receita em detrimento da eficiência administrativa.
Críticos afirmam que o aumento contínuo da carga tributária impacta diretamente o setor produtivo e reduz o poder de compra da população. Já aliados do governo sustentam que os ajustes são necessários para equilibrar as contas públicas e financiar programas sociais.