“O que existe é mais um vazamento ilegal da PF, criado apenas para manipular narrativas e tentar, mais um dia, destruir reputações”, escreveu o vereador.
Áudios não trazem ilegalidades, segundo o vereador
Carlos Bolsonaro sustenta que as conversas divulgadas não contêm elementos comprometedores, e reforça que os trechos apenas mostram um homem em situação de vulnerabilidade:
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo “Emocionado, preso, censurado e impossibilitado de se defender”.
Questionando o conteúdo dos áudios, Carlos ironizou:
“Onde estão os tais diálogos explosivos?”
“Alguém falou em golpe? Em diálogos cabulosos com o tráfico? Em desvio de INSS? Em punhal verde e amarelo? Em desvio de dinheiro?”
Menções a Malafaia, Eduardo Bolsonaro e o 8 de janeiro
O vereador também minimizou trechos de conversas envolvendo Silas Malafaia e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que foram interpretados por ele como manifestações corriqueiras.
“Típicos de um ‘tio de família’”, escreveu, ao comentar as falas de Malafaia.
Ainda sobre os áudios, mencionou a anistia a investigados pelos atos do 8 de janeiro, apontando que muitos aliados hoje estão impedidos de falar livremente:
“Há pessoas amarradas que hoje não podem mais se comunicar livremente nem se defender na imprensa ou nas redes sociais”, disse.
“Pois ordens judiciais de quem investiga e julga o mesmo caso assim ‘democraticamente’ determinou.”
Carlos fez uma comparação direta com regimes autoritários, citando o caso da Nicarágua sob o governo de Daniel Ortega, conhecido pela censura e perseguição a opositores políticos.
Vereador acusa articulação para blindar o governo Lula
As declarações foram feitas em meio ao avanço da investigação da PF sobre a chamada ‘trama do golpe’ e a suposta obstrução de Justiça envolvendo Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Silas Malafaia.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçou recentemente que Malafaia teria atuado como orientador de ações relacionadas ao caso.
Carlos Bolsonaro encerrou sua manifestação com críticas severas ao que chamou de “sistema”, que incluiria instituições e a grande imprensa, acusando-os de operar de forma coordenada para proteger o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O sistema trabalha unido e focado — da fonte até a exploração midiática — para esconder a gestão caótica do seu ‘filho fabricado’, praticando e fabricando, dia sim e dia também, crimes contra aqueles que realmente fizeram e ainda podem fazer pelo Brasil”, concluiu Carlos.