Casa Branca defende liberdade de expressão de jogadores argentinos que exibiram bandeira das Malvinas
Governo americano reafirma compromisso com a Primeira Emenda ao defender manifestação de jogadores argentinos sobre as Ilhas Malvinas na Copa do Mundo
Por ContraFatos 18/07/2026 Atualizado em 18/07/2026
A rivalidade entre Argentina e Inglaterra vai além do futebol e frequentemente remete à Guerra das Malvinas, conflito travado em 1982 entre os dois países pela soberania das ilhas Foto: Reprodução/X/@poxelse
Governo americano reafirma compromisso com a Primeira Emenda ao comentar manifestação política durante a Copa do Mundo
A postura da Casa Branca diante da polêmica envolvendo jogadores da Argentina e uma bandeira sobre as Ilhas Malvinas reforçou o compromisso histórico dos Estados Unidos com a liberdade de expressão. Após a vitória argentina sobre a Inglaterra na semifinal da Copa do Mundo, atletas celebraram erguendo uma faixa que afirmava que as Malvinas pertencem à Argentina — gesto que gerou repercussão internacional e levou a Fifa a abrir uma investigação.
Assessor de Trump destaca proteção constitucional à livre manifestação
Andrew Giuliani, assessor de Donald Trump para assuntos relacionados ao Mundial, foi claro ao tratar o episódio como um exercício legítimo de direitos fundamentais. “Nós acreditamos em nossos direitos da Primeira Emenda aqui nos Estados Unidos da América. Em termos de capacidade, de oportunidade, de poder fazer essas declarações, eles têm a capacidade de fazê-lo nos Estados Unidos da América”, declarou o porta-voz.
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A posição do governo americano demonstra coerência com os valores constitucionais do país, que protegem amplamente o direito de indivíduos a se manifestarem, inclusive em contextos esportivos realizados em solo norte-americano.
Origem da faixa e detalhes da comemoração
A faixa exibida por Giovani Lo Celso e Lisandro Martínez teve uma origem curiosa. Torcedores argentinos a confeccionaram usando um lençol de hotel e a levaram até o Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta. Durante a celebração no gramado, a bandeira foi arremessada em campo e encontrada pelos jogadores, que a ergueram em meio à festa.
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A provocação não se limitou à faixa. Os atletas argentinos também entoaram cânticos direcionados aos ingleses: “Un minuto de silencio… shhhhhhh… para los ingleses que están muertos” [“Um minuto de silêncio… shhhhh… para os ingleses que estão mortos”, em tradução livre].
Rivalidade histórica que ultrapassa o esporte
A tensão entre Argentina e Inglaterra transcende o universo do futebol. A disputa pelas Ilhas Malvinas culminou em um conflito armado em 1982, quando os dois países se enfrentaram pela soberania do arquipélago. Os britânicos mantiveram o domínio sobre a região ao final da guerra, mas o tema permanece como uma ferida aberta na memória nacional argentina.
A rivalidade entre Argentina e Inglaterra vai além do futebol e frequentemente remete à Guerra das Malvinas, conflito travado em 1982 entre os dois países pela soberania das ilhas Foto: Reprodução/X/@poxelse
Fifa investiga possível violação de regras
A entidade máxima do futebol mundial abriu investigação sobre o caso, uma vez que suas normas proíbem manifestações políticas dentro de campo. Ainda assim, a resposta do governo americano deixou claro que, em território dos Estados Unidos, o direito à liberdade de expressão é um princípio inegociável, protegido pela Primeira Emenda da Constituição.