A testemunha acrescentou detalhes sobre o que percebia nesses momentos. Em alguns episódios, era possível ouvir um som alto vindo do cômodo. Em outros, reinava um silêncio absoluto. Segundo ela, Henry apresentava dores na cabeça após essas ocorrências. Quando perguntado sobre o que havia acontecido, o menino dizia que tinha caído da cama ou alegava que não podia falar sobre o assunto. Em uma ocasião específica, Thayná contou que Henry saiu do quarto mancando após ficar trancado com Jairinho.
Monique foi informada sobre tudo, segundo a babá
Thayná declarou que comunicou todas essas situações a Monique Medeiros, seja por meio de mensagens, ligações telefônicas ou conversas presenciais. Além disso, a babá relatou que o próprio Henry informou a mãe, em uma chamada de vídeo, que o “tio” — forma como se referia a Jairinho — tinha batido nele.
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Entrar no grupo A testemunha também mencionou que chegou a sugerir a instalação de câmeras no imóvel e até indicou um profissional para executar o serviço. Monique, porém, ignorou completamente o pedido.
Coação em escritório de advocacia após a morte de Henry
A advogada de Thayná, Juliana Nascimento, forneceu mais detalhes à CNN Brasil. Segundo ela, após a morte do menino, tanto a babá quanto a empregada doméstica foram convocadas a um escritório de advocacia. No local, Thayná teria sido coagida por Monique a mentir. A orientação da mãe de Henry era clara: apagar as mensagens e afirmar que a “família vivia em harmonia”.
A defesa da babá, contudo, esclareceu que Thayná não eliminou integralmente as conversas. Antes de excluir parte do conteúdo, ela realizou capturas de tela dos diálogos. Esse material foi posteriormente recuperado durante as investigações policiais.
Alívio após o depoimento
Ao término de sua declaração no tribunal, a defesa da babá destacou o sentimento de sua cliente. “Hoje, Thayná se retratou e está se sentindo aliviada por dizer tudo o que sabe”, afirmou Juliana Nascimento.
O julgamento prossegue no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, com previsão de durar até dez dias. Monique Medeiros e Dr. Jairinho respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual.