Censura: Ministra do TSE que barrou exibição de púlpito vazio de Lula tem ligação com Flávio Dino
Ministra Estela Aranha do TSE censurou exibição do púlpito vazio de Lula em debate eleitoral e tem ligação profissional com Flávio Dino
Por ContraFatos 01/10/2026 Atualizado em 01/10/2026
Ministra Do TSE Que Proibiu Exibição De Púlpito Vazio De Lula Tem Ligação Direta Com Flávio Dino
Estela Aranha trabalhou sob comando de Dino no Ministério da Justiça antes de ser indicada à Corte Eleitoral
A decisão da ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Estela Aranha de censurar a TV Globo, impedindo a emissora de exibir o púlpito vazio do presidenteLula durante debate eleitoral, trouxe à tona a proximidade da magistrada com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino.
Trajetória profissional conecta ministra ao Supremo
Advogada de formação, Estela Aranha ocupou o cargo de secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça durante o período em que a pasta estava sob o comando de Dino, nos primeiros meses do governo Lula. Foi justamente essa relação de trabalho que pavimentou o caminho para sua chegada ao TSE.
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Flávio Dino, que tem enfrentado acusações de agir em favor do presidente Lula dentro da Suprema Corte, foi um dos principais articuladores da indicação de Estela à Corte Eleitoral, exercendo lobby para viabilizar sua nomeação em 2025.
Indicação contou com apoio do PT e de Cármen Lúcia
O nome de Estela Aranha constava na lista tríplice feminina encaminhada ao presidente Lula pela então presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia. Além do empenho de Dino, a indicação também recebeu respaldo do presidente do PT, Edinho Silva, consolidando o apoio político necessário para a nomeação.
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A censura imposta por Estela à exibição da cadeira vazia de Lula no debate foi resultado de um pedido direto da campanha do partido do presidente. O objetivo era evitar que a ausência de Lula gerasse desgaste adicional à sua imagem diante do eleitorado.
A reportagem é assinada pelos jornalistasGabriela Echenique e Fábio Zanini, de Brasília e São Paulo