O Ministro Do STF Alexandre De Moraes O Ministro Do STF Alexandre De Moraes

CFM cumpre decisão de Moraes e anula sindicância sobre atendimento a Bolsonaro

Conselho diz ao STF que arquivou apuração suspensa por ser considerada ilegal

O Conselho Federal de Medicina (CFM) informou ao Tribunal Federal (STF) que anulou a sindicância aberta para apurar o atendimento médico prestado ao ex-presidente após uma queda ocorrida na carceragem da , em Brasília.

A medida foi adotada em cumprimento à decisão do ministro Alexandre de Moraes, que havia suspendido a apuração no fim da tarde da quarta-feira (7), por considerá-la ilegal. A informação consta de encaminhada pelo conselho ao STF.

CFM nega interferência na execução da pena

No documento enviado ao tribunal, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, afirmou que o órgão não teve a intenção de intervir na execução da pena do ex-presidente nem de fiscalizar a atuação da Polícia Federal.

Segundo o ofício, o procedimento administrativo foi instaurado sem qualquer juízo prévio sobre os fatos, com base em comunicações recebidas pelo conselho, e teria seguido os parâmetros previstos na legislação que rege a atuação da entidade.

Denúncias motivaram abertura da sindicância

De acordo com informações divulgadas na imprensa, o CFM alegou que a sindicância foi aberta após o recebimento inicial de quatro denúncias relacionadas a uma suposta falta de assistência médica a . Esse número, segundo o conselho, teria aumentado posteriormente, ultrapassando 40 manifestações formais.

Mesmo assim, após a decisão do STF, o órgão decidiu encerrar definitivamente o procedimento, atendendo à ordem judicial.

Moraes classifica apuração como ilegal

Na decisão proferida na quarta-feira (7), Alexandre de Moraes afirmou que a abertura da sindicância pelo CFM é “flagrantemente ilegal”, caracteriza desvio de finalidade e revela ausência de competência do conselho para apurar a conduta da Polícia Federal.

Além de determinar a anulação imediata da apuração, o ministro proibiu a instauração de novas investigações semelhantes, tanto no âmbito do CFM nacional quanto dos conselhos regionais.

Depoimento e entrega de exames

Na mesma decisão, Moraes determinou que José Hiran da Silva Gallo preste depoimento à Polícia Federal em até dez dias, para esclarecer a atuação do conselho e eventual responsabilidade. Segundo informações divulgadas posteriormente, o presidente do CFM sustenta que os esclarecimentos já apresentados ao STF seriam suficientes, não havendo necessidade do depoimento.

O ministro também ordenou que o diretor do Hospital DF Star encaminhe ao STF, no prazo de 24 horas, todos os exames e laudos médicos realizados em Bolsonaro.

O ex-presidente permaneceu cerca de cinco horas no hospital, onde realizou exames autorizados pelo Supremo, e depois retornou à Superintendência da Polícia Federal, onde segue detido.


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  1. Não há ausência de competência, Ministro.

    Verifique a legislação que, aliás, parece-lhe não ter valor.

    A competência para decidir é SEMPRE técnica!

    Jamais ideológica ou política.

    Haverá punição exemplar pela violação destes fundamentos Constitucionais.

    É questão de tempo e de consciência da responsabilidade.

  2. A CFM, acaba de perder sua finalidade, como a OAB e outras associações de classe, pois sempre que houver algo supostamente ligado a …. será considerado ilegal. Não se pode esquecer que num outro momento poderá ser outra pessoa, e qual será a atitude? e qual será o resultado?
    As instituições parecem estarem em situação difícil. E se isto hoje pode ser bom pra uns, amanhã como será?

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