“Chegou ao fundo do poço”: juiz manda prender 6 e expõe esquema milionário no RJ
Juiz Marcello Rubioli decretou prisão preventiva de seis pessoas ligadas ao Instituto Rio Metrópole por desvio de R$ 86,28 milhões em recursos públicos
Por ContraFatos 10/07/2026 Atualizado em 10/07/2026
Instituto Rio Metrópole é uma autarquia do Estado | Foto: Reprodução/site IRM
Magistrado usa expressão marcante ao fundamentar decisão sobre desvio de R$ 86,28 milhões em recursos públicos do IRM
Um esquema de corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro envolvendo o Instituto Rio Metrópole (IRM) levou o juiz Marcello Rubioli, titular da 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa, a decretar a prisão preventiva de seis pessoas ligadas à autarquia estadual. A decisão veio acompanhada de um desabafo contundente do magistrado no despacho judicial.
Desabafo do magistrado marca a decisão
Ao fundamentar as prisões, o juiz Marcello Rubioli não escondeu a indignação diante da dimensão do caso. Em um dos trechos do despacho, ele escreveu: “O Estado do Rio de Janeiro chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura”. A frase sintetiza o sentimento do magistrado sobre a gravidade das práticas criminosas investigadas.
Leitura
Denúncia do Ministério Público aponta desvio de R$ 86,28 milhões
A ação judicial teve origem em uma denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf), vinculado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). De acordo com as investigações, 11 pessoas foram denunciadas por participação em uma organização criminosa responsável por desviar verbas públicas do Instituto Rio Metrópole.
O montante desviado, segundo o MPRJ, alcança a cifra de R$ 86,28 milhões em recursos públicos. Entre os 11 denunciados, seis tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz. A medida foi considerada necessária para afastar os envolvidos de seus cargos e impedir a continuidade das práticas ilícitas.
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O IRM é uma autarquia do Estado do Rio de Janeiro criada com a finalidade de coordenar políticas conjuntas entre os municípios da Região Metropolitana. Sua atuação abrange áreas estratégicas como saneamento e mobilidade urbana, o que torna os desvios ainda mais impactantes para a população fluminense.
Gravidade do esquema justifica as prisões
Na decisão, o juiz Marcello Rubioli destacou a gravidade do esquema como fator determinante para a decretação das prisões preventivas. Segundo o magistrado, as investigações conduzidas pelo MPRJ apresentaram elementos suficientes para demonstrar a necessidade de afastar os denunciados de suas funções, evitando assim que os crimes continuassem a ser praticados dentro da estrutura do Instituto Rio Metrópole.