De acordo com a emissora, funcionários da inteligência acompanharam por oito horas, no dia do ataque, a movimentação do motorista do carro atingido, Zamari Ahmadi, funcionário de uma ONG americana, por ter tido um breve contato com várias pessoas, no que nos EUA acreditavam que era uma casa segura do Estado Islâmico (EI).
As suspeitas contra Ahmadi levaram os comandantes militares a interpretar mal seus movimentos: eles o viram carregar garrafas de água na parte traseira de seu veículo, pensando que eram explosivos.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Além disso, eles acreditavam que uma segunda explosão depois que um drone dos EUA ter atingido seu carro foi causada pelo que eles pensaram ser explosivos na parte traseira do veículo, quando na realidade era provavelmente um tanque de propano atrás do carro estacionado, disse a CNN.
O alerta da CIA chegou segundos antes de um míssil disparado por um drone americano atingir o carro de Ahmadi, matando dez civis, sete deles menores.
Consultada pela CNN, a CIA se recusou a comentar esta informação, assim como o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom).
Nas semanas seguintes ao bombardeio, o Pentágono insistiu que foi um ataque “justificado” contra um alvo terrorista confirmado, sem descartar a possibilidade de um civil ser morto.
No entanto, neste sábado (18), o chefe do Centcom, general Frank McKenzie, reconheceu o “erro trágico”.
O bombardeio americano aconteceu três dias depois que 13 soldados americanos foram mortos e 18 ficaram feridos em um ataque do EI ao aeroporto de Cabul, onde houve dezenas de vítimas afegãs.
Em 30 de agosto, os EUA concluíram a retirada de seus cidadãos afegãos e colaboradores do país da Ásia Central e a saída de suas tropas após 20 anos de guerra no Afeganistão.