POLÍTICA

Ciro Gomes afirma que omissão do Brasil por duas décadas entregou facções aos EUA

Ciro Gomes afirma que duas décadas de omissão brasileira no combate ao crime organizado permitiram que os EUA agissem contra facções nacionais

Ex-ministro aponta que leniência estatal abriu espaço para Washington agir contra crime organizado brasileiro

A decisão de Washington de classificar o e o Primeiro Comando da Capital como “terroristas globais especialmente designados” expõe um vácuo de duas décadas no combate ao organizado no Brasil. Essa é a avaliação do ex-ministro e pré-candidato ao governo do Ceará pelo PSDB, Ciro Gomes, que se manifestou publicamente sobre o tema.

Facções migraram do mercado ilícito para a economia formal

Segundo o ex-governador do Ceará, a ausência de enfrentamento eficaz durante os últimos 20 anos possibilitou uma transformação no perfil das facções. As organizações criminosas deixaram de atuar exclusivamente no mercado ilícito tradicional e passaram a se infiltrar na economia formal. Seus tentáculos alcançaram o sistema financeiro e, conforme destacou Ciro Gomes, houve penetração nas estruturas políticas regionais — com ênfase especial na situação vivida pelo estado do Ceará.

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