A reação de Ciro durante o discurso
“Meu irmão, você tá querendo ser preso? Vai começar aqui. O cara tá fazendo o símbolo do Comando Vermelho ali. Prende ele”, disparou Ciro Gomes, que tem classificado a gestão petista no estado como uma “ditadura corrupta que entregou o povo cearense ao controle das facções criminosas”.
A esposa de Ciro, Giselle Bezerra, e outros líderes políticos presentes no evento rapidamente o alertaram sobre o equívoco. Tratava-se de um “C” de Ciro, não do “CV” associado a criminosos faccionados.
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Entrar no grupo Pedido de desculpas e contorno da situação
O pré-candidato recuou imediatamente ao perceber o erro. “Desculpa aí, é porque sou vigilante. Comando Vermelho […] vai pra cadeia! Vai pra cadeia! Desculpa aí irmão, eu entendi errado”, disse, tentando contornar a situação diante do público.
Contexto político e disputa pelo governo do Ceará
Ciro Gomes representa uma ameaça concreta à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). O ex-ministro desistiu de disputar a Presidência da República contra Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) para concentrar esforços na corrida estadual.
A gafe aconteceu em um cenário em que a criminalidade e o domínio de facções no Ceará são temas centrais do debate político. Ciro tem feito da segurança pública uma de suas principais bandeiras contra o governo petista.
Ceará em destaque nos índices de violência
Os dados de segurança pública reforçam a relevância do tema no estado. A edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em julho de 2025 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), trouxe números alarmantes sobre o Ceará.
A cidade cearense de Maranguape liderou o ranking nacional de redutos de criminosos, sendo apontada como a mais perigosa do Brasil, com taxa de 79,9 mortes violentas intencionais (MVIs) por 100 mil habitantes. Esse cenário contribuiu para a ampliação da violência letal em 10,9% no ano de 2024.
Já em 2025, houve uma redução de 7,7% nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), com 3.021 ocorrências registradas, em comparação aos 3.272 casos contabilizados no ano anterior.