Cofres públicos gastam R$ 4,8 milhões anuais com pensões vitalícias de filhas e viúvas ligadas ao STF
Filhas solteiras e viúvas de ex-ministros e ex-servidores do STF recebem pensões vitalícias que somam R$ 4,8 milhões anuais aos cofres públicos
Por ContraFatos 28/04/2026 Atualizado em 28/04/2026
Sede do Supremo Tribunal Federal | Foto: Divulgação/STF
Levantamento revela que beneficiárias de ex-ministros e ex-servidores do STF recebem até o teto do funcionalismo público
Cerca de R$ 370 mil por mês são desembolsados pelos cofres públicos para custear pensões vitalícias destinadas a filhas solteiras e viúvas de ex-ministros e ex-servidores do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao longo de um ano, a conta totaliza R$ 4,8 milhões. Os dados foram compilados pelo colunista Lúcio Vaz, da Gazeta do Povo.
Benefícios que alcançam o teto remuneratório
Dois casos chamam atenção especial por atingirem o limite máximo da remuneração do funcionalismo: Maria Ayla de Vasconcelos, filha do ex-ministro Abner de Vasconcelos, e Maria Lúcia Rangel de Alckmin, filha do ex-ministro José Geraldo de Alckmin. Ambas recebem pensão mensal de R$ 46,4 mil, valor que equivale ao teto constitucional de R$ 46 mil.
Leitura
Viúva de ex-ministro acumula pensão do Senado
Outro caso de destaque envolve Alda Gontijo Correia, viúva do ex-ministro e ex-senador Maurício Corrêa. A beneficiária recebe mais de R$ 40 mil mensais pagos pelo STF e ainda acumula uma segunda pensão concedida pelo Senado Federal.
Pensionistas de ex-servidores somam quase R$ 240 mil mensais
Além das familiares de ex-ministros, há 13 pensionistas vinculadas a ex-servidores da Corte que, juntas, geram uma despesa mensal próxima de R$ 240 mil. Entre elas, os valores individuais são expressivos:
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Nina Wiebusck – pensão de aproximadamente R$ 25 mil por mês, com custo anual estimado em R$ 320 mil.
Celi da Silva Souza – benefício mensal de R$ 23,8 mil, totalizando R$ 309 mil ao ano.
Simone Cartier – pensão de R$ 22,3 mil mensais, com impacto anual igualmente de R$ 309 mil.
Pagamentos são vitalícios
De acordo com o levantamento, todas essas pensões possuem caráter vitalício, ou seja, são mantidas enquanto as beneficiárias estiverem vivas. Esse modelo de remuneração segue alimentando debates sobre privilégios no serviço público e a necessidade de reformas que equiparem as regras previdenciárias do Judiciário às do restante da população.