“O que estamos dizendo é que é necessário negociar e encontrar uma saída para a tensa situação no Caribe, sempre por meio do diálogo e da negociação diplomática que nos permita evitar qualquer interferência.”
Segundo a chanceler, caso uma transição política na Venezuela demande apoio externo, a Colômbia está aberta a colaborar, inclusive com a concessão de asilo político:
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Entrar no grupo “Se isso significar conceder asilo, temos uma política de refúgio.”
Colômbia não reconheceu eleição de Maduro, mas mantém relações
Apesar do gesto diplomático, a Colômbia não reconheceu a vitória de Maduro nas eleições presidenciais venezuelanas de 2024, mas segue mantendo relações diplomáticas com o regime de Caracas. A eleição em questão foi amplamente contestada por organizações internacionais, que denunciaram irregularidades no processo eleitoral venezuelano.
EUA aumentam pressão sobre Maduro e ameaçam Petro
Nos últimos dias, o presidente norte-americano Donald Trump ampliou a pressão sobre o regime chavista. A operação militar dos EUA no Caribe mobilizou dezenas de milhares de militares, o que elevou o clima de tensão na região.
Trump também tem direcionado ataques ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro, cuja gestão é alvo de críticas por parte da Casa Branca. No início do mês, durante reunião de gabinete, Trump ameaçou diretamente a Colômbia, citando o país como exemplo de nação que produz e exporta drogas para os Estados Unidos.
Na última quarta-feira (9), o presidente norte-americano afirmou publicamente:
“Petro deveria se ligar ou será o próximo. Espero que ele esteja ouvindo.”
Desde que Trump retornou à presidência dos EUA, o governo de Petro tem endurecido sua retórica contra Washington, sobretudo após o início da operação militar. Como resposta, os Estados Unidos impuseram sanções ao governo colombiano, acusando-o de falhar no combate ao narcotráfico.