Esses artefatos foram projetados para atingir qualquer embarcação que atravesse o corredor marítimo. Na prática, qualquer navio que percorra a área corre o risco de ativar um dos explosivos.
Tipos de minas utilizadas pelo Irã
Entre os armamentos identificados estão as minas magnéticas Maham 3 e Maham 7, desenvolvidas pelo próprio Irã e consideradas peças-chave na estratégia de defesa do regime de Teerã.
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Entrar no grupo Maham 3: explosão guiada por som
A Maham 3 opera como uma mina ancorada, podendo ser instalada em águas com profundidade de até 90 metros. Após ser posicionada, ela permanece submersa em um nível estratégico — logo abaixo da linha de passagem das embarcações.
Seu funcionamento depende de sensores acústicos que identificam assinaturas sonoras de baixa frequência emitidas pelos navios. Quando um alvo se aproxima, a mina libera uma carga explosiva de 120 kg.
A detonação ocorre a poucos metros da embarcação, o que potencializa o impacto destrutivo.
Maham 7: difícil detecção
Já a Maham 7 apresenta características diferentes. Mais difícil de ser identificada, ela pode ser lançada tanto por navios quanto por aeronaves.
Esse modelo foi desenvolvido para atingir embarcações de médio porte, veículos de desembarque e até pequenos submarinos, ampliando o alcance da ameaça na região.
Quantidade incerta e capacidade ampliada
Não há confirmação oficial sobre o número exato de minas instaladas no Estreito de Ormuz. No entanto, estimativas indicam que cerca de 20 dispositivos já estejam posicionados.
Especialistas alertam que o Irã possui capacidade para implantar centenas de outras minas, o que poderia intensificar ainda mais o risco para a navegação internacional.
Arsenal diversificado com apoio externo
Além dos modelos produzidos internamente, o Irã também incorporou ao seu arsenal minas mais modernas, incluindo versões de fundo e ascendentes. Esses equipamentos teriam origem em países como Rússia, China e Coreia do Norte, aumentando o nível tecnológico dos dispositivos utilizados.
Conflito e ataques recentes
Instalações que supostamente armazenam essas minas passaram a ser alvo de ataques realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel. As ofensivas começaram em 28 de fevereiro, marcando uma escalada nas tensões envolvendo o país.
Tráfego marítimo ainda ocorre
Apesar do cenário de risco, algumas embarcações continuam cruzando o estreito. Navios da Índia, do Paquistão e da China conseguiram atravessar a região sem acionar os explosivos.
Reação internacional
No início desta semana, autoridades militares do Reino Unido confirmaram que o estreito foi minado. Ainda assim, indicaram a existência de um corredor seguro para navegação.
Como resposta, a Marinha britânica anunciou o envio de navios caça-minas robóticos para a região. A medida faz parte de uma força-tarefa internacional que busca garantir a segurança e restabelecer o fluxo normal na importante rota marítima.