Em resposta, o vereador do PL ergueu o livro A Verdade Sufocada – A História que a Esquerda Não Quer que o Brasil Conheça, escrito por seu tio, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi oficial do Exército durante o regime militar. O gesto teria irritado Natasha Ferreira, que se levantou e desferiu um tapa na mão do vereador e no livro, pedindo que ele se afastasse.
“Eu, obviamente, não reagi”, declarou Ustra. “Se tivesse reagido, não estaria saindo da delegacia agora para prestar depoimento — estaria preso.”
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O parlamentar classificou a atitude da colega como “um ato de intolerância política” e afirmou que tomará medidas judiciais, além de protocolar uma representação na Comissão de Ética da Câmara Municipal.
📚 Livro causa nova tensão política
A obra levantada por Ustra é frequentemente citada em debates políticos por tratar de uma visão favorável ao regime militar (1964–1985). O autor, Carlos Alberto Brilhante Ustra, foi reconhecido pela Justiça brasileira como torturador durante o período da ditadura — fato que gera fortes divisões ideológicas sempre que seu nome é mencionado em ambientes públicos.
Segundo colegas que testemunharam a cena, o momento em que Ustra mostrou o livro foi seguido de gritos e manifestações de repúdio por parte de vereadores da base governista. A sessão precisou ser interrompida por alguns minutos, e a presidente da Câmara pediu calma aos presentes.
Natasha Ferreira ainda não se manifestou publicamente sobre o caso até o fechamento desta edição.
🗣️ Repercussão e posicionamentos
Durante entrevista à imprensa local, Ustra associou o episódio ao que chamou de “postura autoritária da esquerda”.
“Fui agredido simplesmente por levantar um livro. Um gesto simbólico, que despertou a fúria de quem não suporta ouvir a verdade”, afirmou.
O vereador, que atuou no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante o governo Jair Bolsonaro, disse que o caso “expõe o ódio ideológico que domina parte da política atual”.
“A máscara da esquerda está caindo, não apenas em Porto Alegre, mas em todo o Brasil. Eles precisam do caos para se manter no poder, mas nós não vamos recuar”, disse o parlamentar.
Líderes da oposição na Câmara manifestaram apoio a Ustra, enquanto aliados do PT pediram cautela na apuração e afirmaram que o episódio precisa ser investigado com base em imagens de câmeras internas da Casa.
A presidência da Câmara confirmou que abrirá procedimento interno para apurar o ocorrido e que ambos os vereadores serão ouvidos pela Comissão de Ética.
⚖️ Histórico de embates na Câmara
A Câmara Municipal de Porto Alegre tem sido palco de tensões frequentes entre parlamentares de partidos ideologicamente opostos. Em 2023, discussões acaloradas sobre temas como armas, segurança pública e educação sexual nas escolas já haviam provocado suspensões temporárias de sessões.
De acordo com assessores, esta é a primeira ocorrência formal de agressão física registrada na atual legislatura. Caso a Comissão de Ética confirme o ato, a vereadora poderá sofrer advertência, suspensão ou cassação do mandato, conforme o regimento interno.