Contas d’água dos palácios usados por Lula em Brasília ultrapassam R$13 milhões
Palácios usados por Lula já somam mais de R$13 milhões em contas d’água, superando o total do governo Bolsonaro.
Por ContraFatos 23/10/2025 Atualizado em 23/10/2025
Emas no gramado do Palácio da Alvorada, em Brasília (Ichiro Guerra/PR)
Gasto supera total do governo Bolsonaro; Palácio da Alvorada e viveiro de emas concentram parte das despesas
As contas d’água dos palácios presidenciais usados pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já somam mais de R$13 milhões desde o início do atual mandato, em janeiro de 2023, até agosto de 2025. O valor, segundo dados oficiais da Casa Civil da Presidência da República, ultrapassa o gasto total dos quatro anos do governo Jair Bolsonaro (PL), que foi de R$12,46 milhões entre 2019 e 2022.
Os números englobam o consumo dos palácios do Planalto, Alvorada, Granja do Torto, Pavilhão das Metas e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), todos localizados em Brasília. As informações são do Claudio Humberto do Diário do Poder.
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Crescimento constante nas despesas
Desde a posse de Lula, o consumo de água nos imóveis oficiais da Presidência tem crescido ano a ano. Em 2023, a conta ficou em R$3,9 milhões; no ano seguinte, subiu para R$5,3 milhões; e, apenas nos oito primeiros meses de 2025, já ultrapassa R$3,7 milhões.
Somadas, as despesas do atual mandato já superam o total gasto durante toda a gestão Bolsonaro, mesmo sem ter completado três anos de governo.
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O Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, é o que mais consome. Entre janeiro e agosto de 2025, o local registrou R$822,3 mil em contas d’água.
Dentro do complexo, o viveiro de emas — tradicional atração dos jardins do Alvorada — também apresenta custos elevados: até agosto deste ano, o gasto foi de R$401,7 mil, valor equivalente ao de um apartamento de médio padrão em Brasília.
As despesas incluem o uso de piscinas, banheiras e sistemas de irrigação que mantêm os extensos gramados e jardins dos palácios presidenciais.
Fiscalização e transparência
Os dados foram obtidos junto à Casa Civil e constam dos relatórios de despesas públicas federais. Até o momento, o governo não se manifestou oficialmente sobre o aumento dos gastos com água nos imóveis oficiais.