Os créditos em disputa haviam sido adquiridos pelo Banco Master e poderiam resultar no recebimento de R$ 8,5 bilhões em precatórios. Caso houvesse sucesso integral nas ações, os honorários advocatícios chegariam a R$ 427 milhões, conforme reportagem do portal Metrópoles. Além disso, o acordo previa que o próprio escritório recebesse diretamente da União a parcela correspondente aos seus honorários.
Mensagens revelam alcunha “KN” e pedidos atribuídos ao ministro
Conversas extraídas do celular de Vorcaro pela PF mostram que assessores do banqueiro tratavam Newton Ramos e Camilla como “a turma do KN” — sigla que, segundo a investigação, seria uma referência a Kassio Nunes Marques, ministro do STF.
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Entrar no grupo Nos registros, há menções a pedidos supostamente feitos pelo próprio ministro. Em uma das mensagens, um assessor comunica a Vorcaro que Newton havia solicitado uma reserva no hotel Fasano para “KN”. Logo depois, uma assessora encaminha a demanda atribuída ao desembargador, citando uma diária em nome do ministro Nunes Marques. Vorcaro então autoriza que a despesa seja lançada em sua conta pessoal.
Julgamento sobre indenizações e a questão do impedimento
As mensagens apreendidas também fazem referência a um julgamento relacionado a indenizações do setor sucroalcooleiro. Inicialmente, Nunes Marques havia se declarado impedido para participar do caso. No entanto, o ministro acabou votando no processo. Segundo a manifestação a ele atribuída, a conclusão técnica foi de que não havia impedimento, uma vez que a decisão em pauta tratava de uma tese jurídica ampla.
Vorcaro preso e Nunes Marques nega vínculo com o Master
Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, encontra-se preso na Papudinha, em Brasília. Já o ministro Nunes Marques contesta qualquer relação com o banco ou com os fatos descritos na investigação.