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Coquetel Anticovid Da Roche Mostrou Eficácia De 81%
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Coquetel anticovid da Roche mostrou eficácia de 81%

O coquetel fora utilizado no ano passado, no tratamento do então presidente Donald Trump

O coquetel fora utilizado no ano passado, no tratamento do então presidente Donald Trump

A empresa norte-americana Regeneron Pharmaceuticals divulgou nesta segunda-feira (12) os resultados da fase 3 de um coquetel para reduzir as possibilidade de contrair a Covid-19, desenvolvido em parceria com a suíça Roche.

O estudo utiliza a combinação dos medicamentos (chamados anticorpos monoclonais) Casirivimab e Imdevimab para evitar casos sintomáticos entre contactantes que moram na mesma residência que possam ser diagnosticadas com o novo Coronavírus.

Segundo o laboratório, uma dose da combinação (chamada Regen-Cov), administrada por injeção subcutânea, pode reduzir em 81% o risco de a pessoa desenvolver um caso sintomático da Covid-19.

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Os participantes do estudo tiveram sintomas leves e com permanência menor, por até cerca de uma semana. (Em quem recebeu o placebo foram verificadas cerca de três semanas de sintomas.)

– Esses dados sugerem que o Regen-Cov pode complementar estratégias de vacinação, particularmente para aqueles com alto risco de infecção. É importante ressaltar que, até o momento, Regen-Cov demonstrou in vitro reter sua potência contra variantes emergentes de preocupação (as “variants of concern”, como as identificadas inicialmente em Manaus e no Reino Unido, por exemplo) – disse o médico Myron Cohen, que lidera o estudo e é diretor do Instituto de Saúde Global e Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina da Norte, em comunicado divulgado pela Regeneron.

– Se autorizada, a administração subcutânea conveniente de Regen-Cov pode ajudar a controlar surtos em ambientes de alto risco, nos quais os indivíduos ainda não foram vacinados, incluindo famílias e ambientes de vida em grupo – completou.

O estudo foi feito com uma amostra de 1.505 pessoas não infectadas pelo novo Coronavírus, que não tinham anticorpos para a doença e viviam na mesma residência com alguém que teve Covid-19 nos quatro dias anteriores. Realizado em conjunto com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID na sigla em inglês), o estudo foi duplo-cego, com administração de placebo à parte dos envolvidos.

Do total dos participantes, 31% tinham ao menos um fator de risco para a doença. Além disso, 33% eram obesos e 38% estavam com 50 anos ou mais. A média de idade foi de 44 anos, embora o estudo tenha reunido desde pré-adolescentes com 12 anos a idosos com 92 anos.

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– Esses anticorpos podem ser particularmente úteis em indivíduos que ainda não são vacinados e também podem ter potencial para aqueles que são imunossuprimidos e podem não responder bem às vacinas – destacou o médico Dan H. Barouch, codiretor investigador do ensaio e professor na escola de Medicina da Universidade de Harvard, também no comunicado divulgado pela empresa.

Ainda de acordo com o laboratório, 20% das pessoas que tomaram o coquetel tiveram eventos adversos, em relação às 29% das que receberam placebo. Os eventos considerados graves ocorreram em 1% do grupo que recebeu o Regen-Cov, mesmo porcentual do placebo. Somente os participantes que não tomaram o tratamento precisaram ser hospitalizados ou ir a um pronto-socorro por causa da Covid-19, durante os 29 dias de avaliação da eficácia.

Além disso, reações no local de injeção ocorreram em 4% das pessoas que receberam o coquetel. Foram registradas em 2% do outro grupo. Segundo a empresa, as duas mortes de participantes que receberam o tratamento não tiveram relação com os medicamentos nem com a Covid-19.

O coquetel está liberado para uso em caráter emergencial nos Estados Unidos desde novembro passado para pacientes com no mínimo 12 anos e 40 quilos, tendo sido utilizado no tratamento do então presidente Donald Trump. Segundo a fabricante, ensaios clínicos em diferentes ambientes continuarão incluindo um coquetel voltado para pacientes hospitalizados, feito no Reino Unido.

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Ainda de acordo com o laboratório, parte dos estudos foi financiada por fundos federais norte-americanos, fornecidos pela Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Avançado Biomédico (Barda, na sigla em inglês), que integra o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos.

Fonte: Estadão


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