CPMI aprova quebra de sigilos de sindicato ligado a irmão de Lula
CPMI aprova quebra de sigilos de 67 pessoas e 91 entidades, incluindo sindicato ligado ao irmão de Lula.
Por ContraFatos 12/09/2025 Atualizado em 12/09/2025
Comissão inclui 67 pessoas e 91 entidades em investigação sobre fraudes no INSS
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, nesta quinta-feira (11), a quebra de sigilo bancário e fiscal de 67 pessoas e 91 associações e empresas investigadas em processos relacionados a possíveis irregularidades.
Nomes de ex-dirigentes e empresários entre os alvos
Na lista aprovada, aparecem figuras de destaque como Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, que já é alvo de pedido de prisão da própria CPMI. Também foram incluídos Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Maurício Camisotti. Ambos foram presos nesta sexta-feira (12) em operação da Polícia Federal (PF) voltada ao combate a fraudes previdenciárias.
Leitura
Organizações investigadas pela CPMI
Entre as entidades, chamam atenção a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), ligada ao PT, e o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi). Nesta última organização atua como vice-presidente José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Outro alvo de quebra de sigilo é a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais do Brasil (Conafer), ligada à Frente Parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural. Segundo a CPMI, a entidade recebeu mais de R$ 100 milhões do INSS.
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Apesar da amplitude das medidas, houve um acordo entre oposição e governo para vetar a quebra de sigilo dos ex-ministros da PrevidênciaCarlos Lupi e José Carlos Oliveira, além da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg).
Acesso aos dados financeiros
De acordo com a decisão, a CPMI terá acesso às informações bancárias das organizações a partir do momento em que foi assinado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS até a data atual, ampliando o alcance da investigação.