Investigação tem origem em operação da Polícia Federal
O requerimento apresentado por Jordy está diretamente ligado à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. As apurações apontaram um esquema de fraudes estimado em R$ 12 bilhões, sustentado por empresas de fachada, emissão de títulos sem lastro financeiro e participação de servidores públicos.
Como desdobramento da operação, o Banco Master foi liquidado, e seu proprietário, Daniel Vorcaro, acabou preso. Segundo o texto protocolado no Congresso, a instituição financeira teria sido utilizada como instrumento de lavagem de dinheiro pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Entrar no grupo Contrato milionário e menções ao STF
Além das irregularidades financeiras, o documento que pede a criação da CPMI também aponta conexões entre o banco e pessoas ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Entre os casos citados está o da advogada Viviane Barci, mencionada como beneficiária de um contrato de R$ 131 milhões firmado com o Banco Master. Ela é esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, o acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões, ao longo de 36 meses. Até o momento, nem Viviane Barci nem a instituição financeira contestaram publicamente os valores noticiados.
Manifestações do Banco Central e do TCU
Em dezembro, o ministro Alexandre de Moraes divulgou nota negando qualquer conversa com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sobre o caso. A assessoria do magistrado também afirmou que o escritório de advocacia de Viviane Barci não participou da venda do Banco Master ao Banco de Brasília.
O Banco Central, por sua vez, questionou no Tribunal de Contas da União (TCU) uma inspeção autorizada de forma individual para revisar a liquidação da instituição financeira. O órgão argumenta que esse tipo de medida exige decisão do colegiado do TCU, e não a deliberação isolada de um ministro.
Nesta segunda-feira, 5, o relator do caso no tribunal, Jhonatan de Jesus, determinou a realização de uma inspeção presencial no Banco Central, com o objetivo de aprofundar a análise sobre os critérios técnicos adotados no processo de liquidação do banco.