CPMI do Lulinha ganha força no Congresso — mas falta o quê para sair do papel?
Carlos Viana reúne assinaturas de vários partidos para criar CPMI que investigue Lulinha enquanto Polícia Federal apura tráfico de influência no governo
Por ContraFatos 27/08/2026 Atualizado em 27/08/2026
Foto: Reprodução/Redes sociais
Articulação multipartidária avança nas duas Casas enquanto Polícia Federal amplia investigações sobre o filho de Lula
Uma mobilização crescente no Congresso Nacional busca reunir o número mínimo de assinaturas para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) voltada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O esforço é liderado pelo senador Carlos Viana (PSD-MG), que afirma já contar com apoio significativo de diferentes legendas.
Apoio de múltiplos partidos nas duas Casas
De acordo com o parlamentar mineiro, o requerimento já conta com assinaturas de deputados filiados a PL, MDB, Novo, PP, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB na Câmara. No Senado, aderiram à proposta integrantes de PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos.
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“Estamos avançando e cada vez mais perto do número necessário para instalar a CPMI“, declarou Carlos Viana, que já foi presidente da CPMI do INSS no Congresso Nacional. “Vamos conseguir.”
Requisitos constitucionais para a instalação
A legislação exige que uma CPMI seja subscrita por ao menos um terço dos membros de cada Casa legislativa — o equivalente a 171 deputados e 27 senadores. Além disso, o requerimento deve especificar um fato determinado a ser apurado e definir um prazo para o funcionamento da comissão.
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Ainda que o número de signatários necessário seja atingido, a instalação do colegiado não ocorre de forma automática. Após a protocolação, compete à presidência do Congresso — exercida atualmente por Davi Alcolumbre (União-AP) — verificar se todos os requisitos foram cumpridos e dar seguimento à criação da CPMI.
Pressão sobre Alcolumbre e coletiva de imprensa
O senador anunciou que pretende ampliar a pressão sobre a Mesa do Congresso. “Na segunda-feira, vamos divulgar em coletiva para toda a imprensa os nomes dos parlamentares que apoiaram a CPMI e cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que dê andamento à instalação assim que os requisitos forem cumpridos”, disse.
Carlos Viana também fez um apelo direto à população, convocando eleitores a cobrarem seus representantes: “Pergunte se ele já assinou. Quem quer a verdade precisa assinar.”
Inquéritos da Polícia Federal no STF
A ofensiva parlamentar ganha força em um contexto de intensificação das apurações policiais envolvendo Lulinha. A Polícia Federal investiga suspeitas de tráfico de influência ligadas ao filho do presidente, além de uma nova linha investigativa sobre uma suposta sociedade informal com empresários, que teria como objetivo a obtenção de vantagens e contratos junto ao governo federal.
Atualmente, Lulinha é citado em três inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), todos abertos a pedido da PF. Dois desses casos estão sob relatoria do ministro André Mendonça, enquanto o terceiro é conduzido pelo ministro Flávio Dino.