ECONOMIA

Crise: Pernambucanas entra na mira da crise do varejo e avalia suspender pagamento de aluguéis

Pernambucanas avalia suspender aluguéis por dois meses para preservar caixa diante de prejuízo acumulado de mais de R$ 600 milhões no varejo brasileiro

Tradicional varejista fundada em 1908 acumula prejuízo milionário e pode reter R$ 60 milhões em caixa suspendendo aluguéis por dois meses

Mais uma gigante do comércio brasileiro dá sinais de fragilidade financeira. A Pernambucanas, com mais de um século de história no varejo nacional, estuda interromper por aproximadamente dois meses o pagamento de aluguéis de diversos imóveis onde opera. A medida visa preservar cerca de R$ 60 milhões em caixa, conforme cálculos divulgados pelo site Silla, especializado em mercado imobiliário. A companhia, no entanto, nega que tenha a intenção de postergar esses pagamentos.

Prejuízos acumulados acendem alerta sobre a saúde financeira da empresa

Os números da operação de varejo da Pernambucanas revelam uma deterioração significativa. A empresa acumulou um líquido de R$ 410 milhões ao longo de 2025, somando ainda outros R$ 206 milhões negativos apenas no primeiro trimestre de 2026. Outro indicador preocupante é a queda brusca do efetivo dos acionistas — o valor que sobra após descontadas todas as e obrigações. Esse montante despencou 62%, saindo de R$ 1,11 bilhão em dezembro de 2024 para R$ 421 milhões em março de 2026.

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