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Críticas a Luciano Huck se espalham nas redes sociais após liquidação do Banco Will

Internautas questionam publicidade feita por celebridades e comparam caso à CPI das apostas

As redes sociais foram tomadas por protestos nos últimos dias após a liquidação do Banco Will, instituição que era amplamente divulgada em campanhas publicitárias estreladas por Luciano Huck. A repercussão ganhou força depois que o banco teve suas atividades encerradas nesta semana.

Usuários relatam frustração e prejuízos financeiros, afirmando que confiaram na instituição por conta da imagem do apresentador. Segundo estimativas que circulam nas redes, cerca de 12 milhões de pessoas teriam depositado suas economias no Banco Will. Um dos relatos mais compartilhados é o de um internauta que afirma ter aplicado todas as economias de uma vida inteira por acreditar na credibilidade de Huck.

Publicidade, legalidade e responsabilidade

O tema tem sido tratado como sensível justamente porque, até a liquidação, o banco operava normalmente e realizava campanhas publicitárias em larga escala. Com recursos suficientes para investir pesado em marketing, o Banco Will contratou anúncios na TV Globo, tendo Luciano Huck como garoto-propaganda.

Tanto a emissora quanto o apresentador divulgavam um produto que, à época, estava em funcionamento regular e autorizado pelos órgãos competentes. Esse ponto tem sido usado por defensores de Huck para afastar qualquer responsabilidade direta pela quebra da instituição.

Comparação com a CPI das apostas

A polêmica reacendeu um debate semelhante ao que ocorre atualmente na chamada CPI das casas de apostas. Parlamentares têm tentado responsabilizar influenciadores digitais por divulgarem plataformas de apostas legalizadas, o que gerou comparações diretas nas redes sociais.

Internautas apontam que, se influenciadores como Virginia Fonseca são questionados por promover casas de apostas autorizadas pelo governo, então Luciano Huck estaria na mesma situação ao anunciar um banco que também operava dentro da legalidade.

Para muitos, o raciocínio jurídico seria equivalente: se Huck não tem culpa por ter anunciado o Banco Will, então Virginia também não poderia ser responsabilizada por divulgar o chamado “Tigrinho”. Caso contrário, ambos deveriam ser tratados da mesma forma.

Liquidação pelo Banco Central

O encerramento repentino das atividades do Banco Will ocorreu após decisão do do Brasil, o que surpreendeu clientes e ampliou a revolta online. A pergunta que se repete nas redes é direta: qual a culpa de Luciano Huck se o banco estava regular quando foi anunciado?

Para críticos da CPI das apostas, a lógica deveria ser uniforme. Um banco divulgado em rede nacional e autorizado a funcionar não seria diferente, juridicamente, de uma casa de apostas legalizada.

Caso lembra polêmica envolvendo Xuxa

A discussão não é inédita. Muitos usuários relembraram um episódio antigo, quando Xuxa anunciou um carnê financeiro que acabou gerando prejuízos a consumidores. Na época, a publicidade também foi veiculada pela TV Globo e gerou questionamentos semelhantes sobre responsabilidade de celebridades.

Risco, informação e dever no anúncio

Parte dos críticos aponta uma diferença de abordagem. Enquanto influenciadores não podem afirmar que apostas garantem ganhos — já que o risco de perda é elevado —, Luciano Huck poderia, segundo essa visão, ter esclarecido nos anúncios que depósitos bancários possuem limites de garantia por cliente.

A controvérsia segue crescendo nas redes sociais e reforça o debate sobre até onde vai a responsabilidade de artistas, apresentadores e influenciadores na divulgação de produtos e serviços legalmente autorizados.

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