Regiões da ilha enfrentam até 10 horas sem luz
Nos últimos dias, algumas áreas da ilha receberam apenas quatro horas diárias de fornecimento elétrico, enquanto outras sofreram cortes de até dez horas ou mais.
O colapso do sistema é resultado da falta de investimentos em usinas ultrapassadas, que operam há décadas sem manutenção adequada. Além disso, a escassez de combustível dificulta ainda mais a situação, já que o regime comunista tem problemas para importar insumos energéticos.
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Entrar no grupo Especialistas estimam que Cuba precisaria de até US$ 10 bilhões para modernizar sua infraestrutura elétrica, um investimento fora do alcance do país e que levaria anos para ser concluído.
Crise energética acelera a fuga de cubanos
A falta de energia aprofundou ainda mais a crise econômica da ilha, já marcada por escassez de alimentos, medicamentos e combustíveis, além de inflação descontrolada. O impacto tem levado milhares de cubanos a deixarem o país—apenas em 2023, mais de 300 mil emigraram.
A situação se repete com frequência:
- Dezembro de 2023 – Cuba sofreu um blecaute generalizado devido a falha na usina de Antonio Guiteras, o terceiro em menos de dois meses.
- Novembro de 2023 – A ilha ficou sem luz após a passagem do furacão Rafael.
- Outubro de 2023 – Uma pane elétrica deixou toda a ilha no escuro por quatro dias.
Atualmente, o sistema elétrico cubano depende de oito usinas termelétricas antigas, geradores auxiliares e usinas flutuantes alugadas da Turquia, que operam com combustível importado, um recurso cada vez mais escasso no país.
A crise energética expõe a incapacidade do regime comunista de modernizar sua infraestrutura e garantir serviços básicos à população, aprofundando o descontentamento interno e o êxodo de cubanos em busca de melhores condições de vida.