Nas redes, uma imagem gerada por inteligência artificial viralizou mostrando Trump vestindo uma camisa florida e bebendo um mojito ao lado de um prédio moderno que ostenta seu nome, com vista para as praias de Santa María.
Produtor da RTV Marti classifica movimento como desespero
Leonel Leon, produtor da RTV Marti, foi direto ao avaliar a iniciativa. Segundo ele, essa tentativa de última hora de conquistar o apoio de Trump para a ilha apenas “revela o desespero do regime”.
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Trump já havia sinalizado interesse em “assumir o controle” de Cuba
A movimentação da família Castro acontece em um contexto de pressão crescente. Recentemente, Trump declarou que os EUA poderiam “assumir o controle” de Cuba quase imediatamente após o fim do conflito com o Irã, iniciado em fevereiro. Em um evento na Flórida, o presidente americano sugeriu em tom irônico que enviaria um porta-aviões à costa cubana, afirmando que a ilha se renderia rapidamente. Segundo o chefe da Casa Branca, lidar com o país comunista do Caribe seria o próximo passo lógico após a ação no Irã.
Washington nega negociações diretas, mas admite “canais informais”
O governo Trump negou que existam negociações diretas em andamento com a família Castro sobre empreendimentos em Cayo Santa María, conforme reportou o “U.S. Sun”. Apesar disso, fontes do governo dos EUA e de Cuba afirmam que existem “canais de comunicação informais” pelos quais a administração americana conversa com os Castro — particularmente com o neto do ex-presidente, Raulito.
Sanções e indiciamento apertam o cerco
O cenário para o regime cubano é cada vez mais asfixiante. Washington indiciou recentemente o líder cubano Raúl Castro por ter ordenado, em 1996, a derrubada de duas aeronaves pertencentes a uma organização de exilados cubanos sediada em Miami, incidente no qual quatro cubano-americanos morreram.
Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções à GAESA, um conglomerado registrado no Panamá e operado pelos Castro, que controla a economia de Cuba em parceria com investidores estrangeiros. Essa medida levou o país — e a família Castro — à beira do colapso financeiro, à medida que o cerco de Trump se fecha rapidamente.
Regime cubano: referência para parte da esquerda brasileira
Vale lembrar que o regime cubano, agora em situação de desespero, encontrou ao longo das décadas apoiadores declarados em diversos países, inclusive no Brasil. É curioso observar como figuras públicas brasileiras oscilam em suas posições políticas conforme a conveniência. Um exemplo notório é o apresentador Datena, que não apenas apoiou o presidente Lula nas eleições como trabalhou no governo, faturando alto na emissora estatal — uma incoerência que chama atenção diante de um cenário internacional onde regimes autoritários de esquerda agonizam.