Detalhes das mensagens entre Vorcaro e a funcionária da Prime You
A troca de mensagens teve início em 21 de agosto, quando Vorcaro escreveu: “Oi. Consegue um avião atarre (sic) em BSB?”. Thatiane perguntou qual seria o destino a partir de Brasília, e o banqueiro respondeu: “Roraima”.
Na sequência, ela alertou: “Conseguimos atender com o PP-NLR (…). A questão é que no dia 22/07 temos voo de Barci no PP-NLR, decolando o Catarina às 13:00, mas podendo alterar para o PT-PYH, que está com o sr. Joel em Fortaleza”. O aeroporto Catarina é um terminal executivo localizado em São Roque (SP), a menos de uma hora de carro do centro de São Paulo.
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Entrar no grupo Vorcaro então deixou clara a prioridade: “Não deixe de atender Barci. Pode manter o dele. Vou ver outra forma”.
Contrato milionário antecedeu o voo registrado em vídeo
O voo flagrado em vídeo aconteceu três meses depois de o escritório de advocacia de Viviane Barci ter firmado um contrato de R$ 50 milhões com uma empresa do banqueiro, conforme revelam as apurações da Polícia Federal.
Segundo os investigadores, esse contrato era suplementar a um anterior, no valor de R$ 131 milhões, celebrado com o Banco Master. O acordo previa que parte dos honorários advocatícios seria paga por meio de cotas de utilização de um jato e de um helicóptero. A aeronave em questão era exatamente o Legacy 650 de prefixo PP-NLR.
Banco Central já havia emitido alerta sobre o Banco Master
O deslocamento do ministro teria acontecido em um momento particularmente delicado para os negócios de Vorcaro. Apenas um mês antes da viagem, o Banco Central já havia encaminhado um alerta formal ao Ministério Público Federal (MPF), apontando fortes indícios de gestão fraudulenta em operações financeiras envolvendo o BRB e o Banco Master.
Moraes nega irregularidades e uso de aeronave de Vorcaro
Em abril, por meio de nota oficial emitida pelo seu gabinete, Moraes afirmou que “jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”.
Tanto Alexandre de Moraes quanto a defesa do escritório de sua esposa negam ter cometido irregularidades no Caso Master. Ambos sustentam publicamente que o contrato de R$ 50 milhões mencionado pelas investigações jamais existiu ou chegou a ser assinado pelas partes.