Contexto turbulento envolve a corte
O resultado reflete um momento particularmente conturbado para o Judiciário brasileiro. O nome de ministros do Supremo aparece vinculado ao escândalo do Banco Master, investigação que ganhou novo impulso após o ministro André Mendonça solicitar que a Polícia Federal agilize a elaboração de uma lista com deputados, senadores e integrantes da própria corte envolvidos no caso.
Além disso, o debate sobre os chamados penduricalhos salariais no Poder Judiciário e a discussão crescente em torno de uma possível reforma do Poder contribuem para o desgaste da imagem institucional. O racha interno entre os ministros agrava ainda mais o cenário.
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Entrar no grupo Patamar se iguala aos piores momentos da série
O índice de reprovação atual, de 40%, é equivalente ao verificado em dezembro de 2019 — quando a série histórica do Datafolha teve início — e também ao de dezembro de 2023. Em nenhum outro momento da série a avaliação negativa do STF superou essa marca, o que demonstra uma cristalização do descontentamento popular com a instituição.
Ficha técnica da pesquisa
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio, por meio de abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-00290/2026.
Outros desdobramentos políticos e jurídicos
O cenário político em torno do STF é marcado por diversos episódios simultâneos. A oposição protocolou o 52º pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes no Senado. Paralelamente, um ministro do TSE, considerado aliado de Moraes, teria se encontrado com advogado de Vorcaro. Já o ministro Luiz Fux ficou responsável por relatar a ação que questiona a derrota de Messias.
Outro fato relevante é a delação de Maurício Camisotti no escândalo do INSS, que pode precisar recomeçar do zero. Esses episódios, somados ao caso Master, intensificam as críticas ao Poder Judiciário e alimentam o debate sobre limites e reformas institucionais.