A decisão coincidiu com o pedido de licença temporária do mandato apresentado por Do Val ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o que gerou especulações sobre um suposto “acordão” político.
Negativa de acordo com Moraes
Em uma live no YouTube, o parlamentar rejeitou a versão de que teria feito qualquer pacto com o ministro:
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Entrar no grupo “Não houve ‘acordão’. Eu sequer me comuniquei com Alexandre [de Moraes], nem oficialmente, nem por documento. Quem tratou tudo foi a advocacia do Senado e Davi Alcolumbre, como presidente do Congresso.”
O senador explicou que seu pedido de afastamento se deu por motivos familiares, já que, segundo ele, estava há seis meses sem contato próximo com os filhos.
“Quando começou a circular no meio político que o senador Marcos do Val teria suas cautelares derrubadas, a primeira coisa que eu fiz para a dra. Gabriela [Gabrielle Tatith Pereira, advogada-geral do Senado] foi pedir para ela incluir, pelo menos, 30 dias de licença, porque eu precisava ficar com a minha família.”
Laudo médico e licença
O pedido de afastamento foi acompanhado de laudo médico, justificando a necessidade de tratar de sua saúde.
Na noite de sábado (30), o senador publicou em seu Instagram imagens treinando: correndo em uma esteira e manuseando uma arma. Na postagem, afirmou que está retomando cuidados pessoais e garantiu que voltará ao Senado “em alguns dias”.
“Tempo de retomar os treinos, cuidar da minha saúde e da minha família. Em alguns dias, estarei no Senado renovado e ainda mais combativo. ‘Acórdão’? Não negocio a minha honra e nem a minha história!”, escreveu.
Papel de Alcolumbre
Do Val reconheceu que o presidente do Senado atuou para articular a flexibilização das cautelares junto ao STF. A assessoria da Casa também confirmou que houve empenho institucional da advocacia do Senado nesse sentido.