Defesa apresenta pedido de nulidade da condenação de Bolsonaro; caso deve ir ao plenário do STF
Pedido de revisão criminal de Bolsonaro completa dois meses no STF sem data de julgamento enquanto defesa pede apreciação pelo plenário
Por ContraFatos 10/07/2026 Atualizado em 10/07/2026
Revisão Criminal De Bolsonaro Completa Dois Meses No STF E Defesa Pede Julgamento Pelo Plenário
Recurso protocolado em maio alega erros processuais e busca anulação da condenação do ex-presidente
Já são dois meses desde que a equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou o pedido de revisão criminal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação, registrada em 8 de maio, completou esse marco nesta sexta-feira (10), sem que a Corte tenha definido até agora uma data para apreciar o caso.
O que alega a defesa de Bolsonaro
Os advogados do ex-presidente sustentam que a condenação definitiva foi marcada por irregularidades graves ao longo do processo. Os principais pontos levantados no recurso incluem cerceamento de defesa, contestações sobre a validade da colaboração premiada firmada pelo tenente-coronel Mauro Cid e questionamentos acerca da competência do órgão responsável pelo julgamento original.
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Além de buscar a anulação da condenação, a defesa faz um pedido estratégico: que a revisão criminal seja analisada pelo Plenário do STF, e não apenas por uma das Turmas. A intenção é garantir que todos os ministros da Corte participem da deliberação sobre o caso.
Parecer da PGR e andamento processual
O caso está sob relatoria do ministroKassio Nunes Marques, que acompanha o processo desde a distribuição da ação. No decorrer da tramitação, o magistrado concedeu prazo para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse, conforme prevê o rito das revisões criminais.
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A PGR se posicionou de forma contrária ao pedido da defesa, opinando pela rejeição da revisão criminal. Contudo, o parecer tem caráter opinativo e não vincula a decisão final — tanto do relator quanto do colegiado que julgará a ação.
Próximos passos
O processo segue em tramitação no STF, aguardando os encaminhamentos processuais conduzidos pelo ministro Kassio Nunes Marques. Ainda não há previsão de quando o julgamento será pautado, o que mantém a questão em aberto enquanto a defesa espera que a análise seja levada ao plenário da Corte.