Falta de acesso às provas
Vilardi reclamou que a defesa não teve acesso integral às provas reunidas pela Polícia Federal. Segundo ele, não está claro se o material disponibilizado representa a totalidade dos documentos ou apenas recortes, além de ter sido concedido prazo reduzido para análise.
“Com 34 anos de advocacia, tenho de dizer que não conheço este processo, por não ter tido acesso integral a ele”, disse. “São bilhões de documentos, em uma instrução de menos de 15 dias. Não pude nem sequer interpelar a cadeia de custódia.”
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Entrar no grupo A queixa foi semelhante à apresentada pela defesa do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
Críticas à delação de Mauro Cid
O advogado também questionou a validade da colaboração do tenente-coronel Mauro Cid, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como peça central da acusação.
“Cid prestou depoimento 16 vezes e mudou sua versão diversas vezes”, afirmou Vilardi, lembrando reportagens da Veja que indicam que o militar teria sido coagido pela PF e que chegou a mentir em relação a um perfil em redes sociais usado para revelar detalhes de sua delação.
Segundo o advogado, isso põe em dúvida a voluntariedade e a confiabilidade do depoimento: “Esse homem não é confiável, pois rompeu a delação formalmente, mentiu e pôs sua voluntariedade em xeque.”
A “minuta do golpe”
Vilardi também se manifestou sobre a chamada “minuta do golpe”, apreendida em posse de Cid. Ele classificou o documento como apócrifo e sem valor probatório contra Bolsonaro.
“Bolsonaro autorizou a transição de poder e ajudou o recém-nomeado ministro da Defesa, José Mucio, a nomear os comandantes”, disse, destacando que o ex-presidente não teria tomado qualquer atitude para impedir a posse de Lula.