Na avaliação da PGR, a análise técnica terá capacidade de esclarecer se as conversas de fato partiram de Mauro Cid e se o material reunido possui relevância probatória para a investigação em curso.
Perícia abrange dados enviados por empresas de tecnologia
O requerimento da Procuradoria não se limita à perícia nos dados das plataformas. A PGR também solicitou que a Secretaria Judiciária do STF compile documentos já existentes no caso e verifique se há decisões judiciais ou respostas de empresas digitais relacionadas aos mesmos perfis investigados.
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Entrar no grupo A intenção é consolidar todo o material produzido ao longo da investigação antes que as análises sejam concluídas. Conforme a manifestação, a perícia busca identificar quem efetivamente utilizava os perfis mencionados e se as mensagens atribuídas a Mauro Cid são compatíveis com os registros encaminhados pelas empresas responsáveis pelas plataformas digitais.
Advogado de Marcelo Câmara levou áudios e capturas de tela ao Supremo
O caso ganhou novos contornos em junho de 2025. Naquele momento, o advogado Eduardo Kuntz, que representa Marcelo Costa Câmara, entregou ao STF uma série de áudios e capturas de tela de conversas que, de acordo com ele, foram mantidas com Mauro Cid por meio de um perfil no Instagram.
A defesa afirma que os contatos tiveram início no final de 2023, por intermédio do perfil @Gabrielar702. Já em fevereiro de 2024, Mauro Cid teria enviado uma selfie em conversa privada como forma de confirmar sua identidade.
Os advogados argumentam ainda que os diálogos sugeririam que a colaboração premiada do militar não teria sido prestada de maneira totalmente voluntária. Contudo, essa alegação permanece dependente da conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades competentes.
Inquérito investiga tentativa de acesso a informações sigilosas
Após o envio desse material ao tribunal, o ministro Alexandre de Moraes ordenou a abertura de um inquérito. O objetivo é apurar uma possível tentativa de obtenção de informações protegidas sobre o acordo de delação premiada de Mauro Cid.
A investigação trabalha com a suspeita de que Marcelo Câmara e seu advogado tenham tentado acessar dados sigilosos ligados à colaboração do militar. Para atender à determinação judicial, as empresas Meta e Google enviaram ao STF informações cadastrais e registros de atividade vinculados às contas [email protected], @gabrielar702 e ao perfil identificado como “Gabriela R”.
Marcelo Câmara é réu na ação penal sobre tentativa de golpe de Estado
Marcelo Câmara faz parte do chamado “núcleo 2” da ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. De acordo com a denúncia da PGR, esse grupo teria participado da elaboração da chamada “minuta do golpe”, do monitoramento do ministro Alexandre de Moraes e da articulação de ações envolvendo a Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o período eleitoral.