Diante da pergunta de Patrícia sobre qual seria o conteúdo esperado, Gonzaga respondeu: “Sobre a índole dela, quem ela é”. Na sequência, fez acusações de que Isabella perseguiria e drogaria mulheres trans, além de supostamente liderar uma rede voltada a essa finalidade. A ativista nega todas as alegações.
Interlocutor sugere “organizar” versão para o depoimento
O ponto mais grave dos diálogos surge quando Patrícia Lelis afirma “Não tenho nada pra dizer” e “Sei de nada”. A resposta do interlocutor foi direta: “Mas isso a gente pode organizar com você”. Mesmo após a influenciadora reafirmar, horas depois, que não tinha nada a relatar, ele insistiu com sugestões específicas: “Você pode só dizer que conheceu a Isa mto bem, que viu ela usando drogas sabe / Se drogando mesmo, pode dizer que viu ela armando pra perseguirem pessoas trans”.
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Entrar no grupo Notícia-crime pede perícia e identificação dos envolvidos
No documento entregue ao MPSC, Isabella Cêpa identifica o usuário do telefone como responsável pela abordagem e, com base em relatos de fontes, o associa a Gonzaga. Ainda assim, o texto solicita ao Ministério Público a verificação formal da titularidade e do efetivo usuário da linha telefônica utilizada nas conversas.
De acordo com informações da Câmara dos Deputados, Gonzaga consta como secretário parlamentar do gabinete de Erika Hilton desde 2 de março de 2026. Outra pessoa mencionada na notícia-crime, Índy Montiel, ocupa o mesmo cargo no gabinete desde 3 de julho.
Outros depoimentos teriam sido buscados pelo assessor
O documento também relata que Gonzaga teria procurado outras pessoas com o objetivo de reunir testemunhos contra Isabella. Quando Patrícia questionou a finalidade do depoimento, recebeu como respostas “MP” e “Por vídeo”. O interlocutor ainda declarou: “Meu intuito e dos advogados é ter certeza que vamos fazer ela pagar pelos crimes dela”.
Isabella Cêpa, que é contrária ao conceito de transgeneridade, pede ao Ministério Público a identificação de todos os envolvidos, a apuração da origem das acusações e a investigação sobre a eventual fabricação de provas para uso em depoimento. A ativista também solicita a realização de perícia e espelhamento das conversas apresentadas.