Esse mesmo grupo defende que é preciso “baixar a temperatura” do país, diante de um cenário que classificam como de “tensão crescente” entre os poderes e a opinião pública.
PGR recebe elogios por não incluir Zema no Inquérito das Fake News
Apesar do desconforto causado pela denúncia, membros do STF reconheceram de forma positiva um aspecto da atuação da PGR: a recusa em atender ao pedido de Gilmar Mendes para que Zema fosse incluído no chamado Inquérito das Fake News. Integrantes do tribunal enxergam essa investigação com maus olhos.
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Entrar no grupo Em coletiva de imprensa, o presidente do STF, Edson Fachin, respondeu que o encerramento do procedimento vem sendo discutido nos bastidores. Entretanto, quem tem a prerrogativa de arquivar o pedido é o relator do caso, Alexandre de Moraes.
O que diz a denúncia da PGR
Segundo o parecer da Procuradoria-Geral da República, a postagem de Zema ultrapassou os limites da crítica aceitável. O documento destaca que o ex-governador não apenas formulou uma paródia política ou manifestou inconformismo com decisões judiciais.
“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime”, afirma a denúncia.
Zema reage e diz que não vai “recuar um milímetro”
Em nota oficial, Romeu Zema reagiu à acusação utilizando o termo “intocáveis” — a mesma expressão presente nos vídeos que motivaram a denúncia para se referir aos ministros do STF. O ex-governador de Minas Gerais, que exerceu dois mandatos no cargo, afirmou que não pretende retroceder em suas posições.
Zema deixou claro que seguirá firme em suas críticas, sinalizando que o embate entre ele e o Supremo Tribunal Federal está longe de um desfecho consensual.