Argumento da maternidade embasa pedido de domiciliar
Rogério Nunes, advogado integrante da equipe de defesa, sustenta que Deolane é mãe de uma filha menor de idade, circunstância que, segundo ele, fundamenta legalmente a concessão da prisão domiciliar. “Isso é pacificado”, disse Nunes. “Só falta não dar a ela.”
O advogado também informou que está acompanhando a transferência de Deolane Bezerra para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior do Estado de São Paulo.
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Entrar no grupo Nota da defesa reafirma inocência
Em nota oficial, a defesa declarou: “Ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta em momento oportuno”. O comunicado classifica como desproporcionais as medidas impostas contra a influenciadora e destaca a disposição da equipe para colaborar tecnicamente com a Justiça, manifestando confiança na imparcialidade do Judiciário.
Operação Vérnix mira liderança do PCC e familiares
Além da prisão de Deolane Bezerra, a Operação Vérnix também expediu mandados contra Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder do PCC, e contra familiares dele. Marcola está preso em um presídio federal de Brasília desde 2023. Seu advogado, Bruno Ferullo, contestou as acusações e afirmou que o cliente não comanda a facção de dentro da prisão, como sustentam as autoridades.
Apreensões e bloqueios bilionários
Os resultados da operação incluíram seis prisões preventivas, o bloqueio de valores que ultrapassam R$ 327 milhões e a apreensão de 17 veículos — entre eles modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. Foram ainda sequestrados quatro imóveis vinculados aos investigados.
Investigações tiveram início em 2019
O trabalho investigativo que culminou na Operação Vérnix começou em 2019, quando a Polícia Penal interceptou bilhetes com dois detentos na penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. O conteúdo apreendido revelou ordens internas do PCC, contatos mantidos com lideranças da organização e relatos sobre possíveis ataques contra servidores públicos.
Em um dos documentos analisados, havia menção a uma “mulher da transportadora”, que supostamente teria fornecido endereços de servidores públicos para a realização de possíveis atentados. Um segundo inquérito foi aberto com o objetivo de identificar essa mulher e aprofundar as conexões descobertas.