Policiais penais encaminharam áudios e mensagens ao sindicato relatando que Deolane Bezerra foi isolada das demais detentas. Segundo esses relatos, a advogada também recebeu alimentação diferenciada — a mesma servida aos servidores da unidade, e não às presas.
A denúncia ainda menciona restrições de acesso impostas a servidores e uma recepção exclusiva conduzida pela direção da penitenciária.
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Entrar no grupo Sindicato pede investigação formal
O Sinppenal encaminhou ofício à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) na sexta-feira, 22, solicitando a abertura de procedimento administrativo disciplinar. O propósito é investigar possíveis irregularidades e identificar os responsáveis pelas supostas regalias.
“Esse tipo de situação levanta preocupações quanto à legalidade do tratamento dado a uma detenta suspeita de ligação com o crime organizado”, disse Fábio Jabá, presidente do Sinppenal, em nota.
Prisão e transferência de Deolane
A influenciadora foi detida em operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. A suspeita é de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Após o breve período em Santana, Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada a 670 quilômetros da capital paulista.
O que dizem a SAP e a OAB-SP
A SAP informou que a custódia de Deolane seguiu determinação judicial e foi realizada “como advogada”. Contudo, a secretaria não esclareceu se pretende investigar as alegações apresentadas pelo sindicato.
Já a OAB-SP explicou que a legislação brasileira assegura a advogados presos preventivamente o direito de permanecer em local separado dos demais detentos — em sala de Estado-Maior ou espaço equivalente.
“A Comissão de Prerrogativas da OAB-SP acompanha o caso envolvendo a advogada e influenciadora Deolane Bezerra no âmbito da defesa das prerrogativas profissionais previstas em lei, e não por qualquer privilégio pessoal”, afirmou a entidade, segundo o portal g1.