Depois de torrar fortunas em honorários, Vorcaro ainda não acha quem o tire da cadeia
Preso em Brasília, Daniel Vorcaro gastou milhões com advogados, teve a delação rejeitada pela PF e agora não encontra defesa
Por ContraFatos 23/05/2026 Atualizado em 23/05/2026
A PF se preparou para negociar a delação, avançou na investigação e descobriu que a colaboração Vorcaro não seria suficientemente ampla.
Banqueiro do Master está preso e sem estratégia jurídica após delação rejeitada pela Polícia Federal
Preso na superintendência da Polícia Federal em Brasília, o banqueiro Daniel Vorcaro enfrenta um cenário cada vez mais desfavorável. A tentativa de fechar um acordo de delação premiada fracassou, e agora ele busca desesperadamente alternativas jurídicas — sem, no entanto, contar com uma defesa sólida. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Lista extensa de acusações pesa contra o dono do Banco Master
As acusações contra Vorcaro são graves e variadas: gestão fraudulenta, organização criminosa, lavagem de dinheiro, ligação a milícia privada, interferências no Banco Central, corrupção de autoridades, entre outras. O volume de denúncias dificulta qualquer linha de defesa convencional.
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Criminalista especializado em delações foi dispensado
O banqueiro havia contratado o criminalista José Luiz de Oliveira Lima, conhecido como Juca, reconhecido como especialista em delações premiadas. A ideia inicial era entregar tudo em troca de benefícios. Porém, na hora decisiva, Vorcaro recuou. Temendo consequências, optou por silenciar sobre relações com ministros do STF, por exemplo.
Após essa decisão, a Polícia Federal avançou nas investigações por conta própria e concluiu que a colaboração oferecida por Vorcaro não seria suficientemente ampla para justificar um acordo. Com a delação rejeitada e a prisão mantida, o banqueiro dispensou os serviços de Juca — e agora dá sinais de que a ficha caiu.
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Os gastos de Vorcaro com advogados foram astronômicos. Somente para o escritório da esposa de Alexandre de Moraes, foram destinados R$ 129 milhões. E há outros escritórios que também receberam valores significativos. Apesar de ter torrrado milhões em honorários jurídicos, o banqueiro hoje não encontra um advogado capaz de tirá-lo da cadeia.
A aposta alta em relações e investimentos jurídicos não se converteu em proteção. Ao contrário: o cerco se fechou, e Vorcaro permanece detido sem perspectiva concreta de liberação.