Deputado Nikolas Ferreira estreia série documental sobre negócios de Lulinha e caso GameCorp
Deputado Nikolas Ferreira lança série Dossiê Lulinha com sete capítulos sobre negócios do filho de Lula e o caso GameCorp investigado pela Lava Jato
Por ContraFatos 07/09/2026 Atualizado em 07/09/2026
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Série ‘Dossiê Lulinha’ terá sete capítulos e revisita investigações da Lava Jato sobre repasses milionários ao filho do presidente Lula
Uma série de vídeos produzida pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) passou a explorar os negócios de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro episódio foi publicado no domingo, 6 de setembro, no canal do parlamentar.
Sete episódios sobre personagens, empresas e episódios do governo
Intitulada “Dossiê Lulinha”, a produção foi planejada em sete capítulos. Conforme explicou Nikolas, os vídeos vão tratar de personagens, empresas e episódios ligados às atividades empresariais do filho de Lula, além das relações comerciais que envolvem o governo federal.
Leitura
GameCorp: a empresa fundada por Lulinha em 2004
O episódio de estreia recupera a história da GameCorp, empresa criada por Lulinha em 2004 com foco no desenvolvimento de conteúdo para televisão por assinatura, telefonia e internet. A partir do investimento feito pela Telemar — que mais tarde seria incorporada pela Oi —, o deputado retoma investigações abertas no âmbito da Operação Lava Jato.
Repasses de R$ 132 milhões sob investigação
Em 2019, a Lava Jato instaurou apuração para examinar repasses do grupo Oi/Telemar a empresas ligadas à GameCorp. As informações colhidas durante a investigação indicaram que os valores transferidos teriam chegado a R$ 132 milhões no período entre 2004 e 2016. Nesse intervalo, o grupo Oi/Telemar teria sido responsável por 74% de todos os recursos recebidos pela empresa de Lulinha.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
O Ministério Público Federal levantou suspeitas de pagamentos sem justificativa econômica compatível e de serviços que, de acordo com as apurações, as empresas ou contratados não teriam condições de prestar. As investigações ainda buscaram identificar possíveis conexões entre esses repasses e outros negócios envolvendo pessoas do círculo próximo de Lula.
Sítio de Atibaia e decisão judicial
No vídeo, Nikolas também aborda suspeitas investigadas a respeito da utilização de recursos para a aquisição do sítio de Atibaia, em São Paulo. O deputado faz questão de ressaltar que Lula não foi condenado nesse caso específico.
Entretanto, as apurações não tiveram continuidade. Em 2022, a Justiça arquivou a investigação após decisões que invalidaram as provas reunidas no processo. Diante da perda do material probatório, o Ministério Público concluiu que não havia elementos suficientes para prosseguir com o caso.
Nikolas reconhece, ao longo do episódio, que a Justiça anulou ou arquivou as principais investigações relacionadas ao tema. Ainda assim, a série propõe revisitar cada um desses capítulos ao longo dos próximos episódios.