Desesperado, Lindbergh Farias recorre ao STF para culpar Flávio, Eduardo e PL pelo tarifaço dos EUA
Desesperado, Lindbergh Farias recorre ao STF para tentar responsabilizar Flávio e Eduardo Bolsonaro e o PL pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil
Por ContraFatos 07/08/2026 Atualizado em 07/08/2026
Lindbergh Farias Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Líder petista apela à Suprema Corte em tentativa de responsabilizar adversários políticos pelas sanções comerciais de Trump contra o Brasil
Em um movimento que evidencia o desespero político do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), o parlamentar correu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar jogar sobre os ombros do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), do PL e do presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, a responsabilidade pelos prejuízos causados pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil.
Pedido de investigação mira adversários por “ataque à soberania”
Na ação, Lindbergh sustenta que o grupo teria articulado, incentivado e explorado politicamente as sanções impostas pelo governo de Donald Trump. O petista solicitou que o caso seja direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no qual Eduardo Bolsonaro foi condenado por articular sanções contra autoridades brasileiras.
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O deputado afirma ainda que a medida norte-americana não se tratou de uma ação isolada de Eduardo, mas contou com a “cobertura institucional” e o financiamento do PL, além da participação direta de Flávio Bolsonaro. A alegação, porém, carrega o peso de quem parece buscar a qualquer custo um culpado doméstico para decisões tomadas pela Casa Branca.
Plano Brasil Soberano e a conta de R$ 30 bilhões
De acordo com a petição de Lindbergh Farias, o governo federal precisou destinar R$ 30 bilhões em crédito público por meio do Plano Brasil Soberano para socorrer os setores econômicos afetados pelo tarifaço. O deputado argumenta que esse montante deveria integrar eventual indenização por danos causados ao Estado e à coletividade — tentando assim transformar uma disputa comercial internacional em caso judicial interno.
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Pedidos incluem investigação criminal e preservação de provas digitais
Além da responsabilização financeira, Lindbergh pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) abra investigações por crimes como atentado à soberania e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. O parlamentar também requisitou ações para reparação de danos materiais e morais coletivos.
A petição vai ainda mais longe: solicita a preservação de provas digitais e pede que a Procuradoria-Geral Eleitoral apure possível abuso de poder econômico e uso de “ajuda estrangeira estimável em dinheiro” na campanha de 2026. A amplitude dos pedidos revela a estratégia do líder petista de transformar a ação em uma ofensiva política em múltiplas frentes contra o PL e a família Bolsonaro, em pleno período eleitoral.