Diário Oficial publica nomes ‘Fulano’ e ‘Cicrano’ na segurança de Lula em gafe do GSI
Portaria do GSI publicada no Diário Oficial trouxe nomes fictícios Fulano e Cicrano como militares nomeados para proteger Lula
Por ContraFatos 22/06/2026 Atualizado em 22/06/2026
Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/ SEBASTIÃO MOREIRA
Portaria com nomes hipotéticos foi parar na edição oficial do DOU e gerou repercussão imediata
Uma falha inusitada do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) virou destaque nesta segunda-feira (22). Uma portaria destinada a nomear militares para a proteção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) contendo nomes fictícios no lugar dos dados reais dos servidores designados.
O que dizia a portaria publicada no Diário Oficial
O documento em questão é a portaria 172, datada de 19 de junho, e assinada por Vinícius Damasceno do Nascimento, diretor do Departamento de Gestão da Secretaria-Executiva do GSI. No texto oficial, “Fulano de Tal” aparece identificado como major do Exército Brasileiro, ao passo que “Cicrano de Tal” é apresentado como primeiro-tenente da Polícia Militar do Distrito Federal.
Leitura
As expressões “fulano” e “cicrano”, assim como “beltrano”, são popularmente utilizadas na língua portuguesa como nomes fictícios ou hipotéticos para se referir a pessoas indeterminadas, desconhecidas ou cujo nome real não importa para o contexto.
Documento também trazia nome real de militar
Além das duas designações fictícias que chamaram atenção, a mesma portaria incluía um nome verdadeiro: o primeiro-sargento da Marinha do Brasil, Márcio Adriano de Jesus Leite, cuja nomeação constava regularmente no texto.
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Luiz Inácio Lula da Silva Foto: EFE/ SEBASTIÃO MOREIRA
GSI reconhece erro e promete correção
Após a repercussão, o GSI se pronunciou e informou que a gafe será corrigida na próxima edição do DOU, prevista para ser publicada nesta terça-feira (22). Não foram divulgados detalhes sobre como os nomes-modelo acabaram sendo mantidos na versão final enviada para publicação oficial.
A situação evidencia uma provável falha de revisão no processo interno do gabinete, já que os termos genéricos costumam ser usados em minutas e modelos de documentos antes do preenchimento com os dados reais dos nomeados.