Dino desautoriza julgamento da Segunda Turma e provoca crise inédita no STF
Ministro Flávio Dino interfere em julgamento da Segunda Turma sobre afastamento de Andrei Rodrigues e gera crise inédita que exige posição de Fachin
Por ContraFatos 09/09/2026 Atualizado em 09/09/2026
O ministro Flávio Dino, durante sessão do STF (Gustavo Moreno/STF)
Decisão monocrática de ministro da Primeira Turma interfere em votação em andamento e obriga Fachin a se posicionar
Uma situação sem precedentes tomou conta do STF. O ministroFlávio Dino, integrante da Primeira Turma da Corte, proferiu uma decisão que desautoriza e interfere diretamente em um julgamento que já estava em curso na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.
O afastamento de Andrei Rodrigues e a maioria formada
No centro da controvérsia está o afastamento do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça e recebeu o apoio dos ministros Luiz Fux e Nunes Marques. Com isso, já havia maioria formada na Segunda Turma em favor da remoção.
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O ministro Gilmar Mendes pediu vista dos autos, o que travou a conclusão do julgamento. Já Dias Toffoli, impedido de votar em processos que envolvem o Banco Master, não participou da deliberação. O caso permanecia, portanto, paralisado, à espera do retorno do voto de Mendes.
Intervenção de Dino gera impasse institucional
Foi nesse cenário que Dino decidiu agir, desautorizando a posição dos colegas da outra turma. A iniciativa criou um duelo inédito dentro da Corte e colocou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, em uma posição delicada: ele será obrigado a tomar partido diante da crise instalada entre os colegiados.
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Crise desvia atenção de revelações envolvendo autoridades
Além da turbulência institucional, o embate em torno do diretor da Polícia Federal também serve para desviar a atenção de revelações consideradas graves. Mensagens entre Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes vieram a público e citam, inclusive, o próprio chefe da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O episódio representa um confronto sem paralelo na história recente do Supremo, colocando em evidência tensões internas que ultrapassam a esfera estritamente jurídica e ganham contornos políticos significativos.