Segundo a delegada Lorena Alves, três mães relataram mudanças repentinas de comportamento em meninos de 2 e 3 anos. As crianças passaram a expor e manipular as partes íntimas de forma incomum, o que acendeu o sinal de alerta nas famílias.
No caso das meninas, algumas apresentaram dores e desconforto na região genital — sintomas que, inicialmente, foram interpretados pelas mães como simples assaduras.
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Entrar no grupo Câmeras de segurança revelaram o método usado pelo suspeito
Imagens captadas pelo circuito de segurança da creche mostram o ex-diretor-adjunto conduzindo a primeira vítima e outra criança a um depósito isolado, sem qualquer vigilância. De acordo com os policiais, as crianças permaneceram no local por alguns minutos.
A linha de investigação aponta que Alberto Luiz Freitas Monção retirava as crianças da sala com frequência e as levava ao depósito sob pretextos como entregar brinquedos ou permitir que usassem o aparelho celular.
Vítimas incluem crianças com deficiência
As autoridades revelaram que a lista de vítimas inclui crianças com deficiência, o que agrava ainda mais o quadro investigado. Os investigadores demonstram que o suspeito aproveitava sua posição de confiança dentro da instituição para ter acesso às crianças e cometer os abusos.
Repercussão e desdobramentos judiciais
O caso provocou comoção na população de Timon e levou ao afastamento imediato do servidor de suas funções. A Justiça decretou a prisão preventiva com o objetivo de garantir o andamento do inquérito e impedir que o investigado interfira na coleta de provas.
A Polícia Civil do Maranhão continua reunindo elementos para esclarecer todas as circunstâncias dos crimes. Caso a Justiça confirme os fatos apurados, o acusado responderá por grave violação dos direitos da infância, nos termos da legislação brasileira.