Mortes durante manifestações se multiplicam
Outro episódio que causou comoção envolveu Mojtaba Torshiz, ex-jogador que passou por diversos clubes do país. Ele e a esposa foram atingidos durante manifestações na Província de Qaemshahr, no norte do Irã. As informações sobre o estado de saúde da mulher, mãe das duas filhas de Torshiz, permanecem contraditórias.
Também foi confirmada a morte de Amir Mohammad Kouhkan, goleiro e técnico de futsal, atingido por tiros durante protestos na Província de Fars. Poucas horas antes de morrer, Kouhkan publicou em seu perfil no Instagram uma cena do filme Taxi Driver, dirigido por Martin Scorsese. Na imagem, o personagem vivido por Robert De Niro diz, em tradução livre: “Não sei. Só quero sair… Tenho algumas ideias ruins na minha cabeça”.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Ex-capitão do Irã critica silêncio da Fifa sobre assassinatos
As mortes dos atletas provocaram reações dentro e fora do esporte. Masoud Shojaei, ex-capitão da seleção iraniana, utilizou as redes sociais para criticar publicamente o silêncio da Fifa, entidade máxima do futebol mundial, diante da morte de jogadores durante a repressão aos protestos.
A cobrança ocorre em um momento sensível para o futebol iraniano. Em junho deste ano, a seleção do Irã tem participação prevista na Copa do Mundo de 2026, competição organizada pela Fifa e que será sediada conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.
Pressão internacional por investigações
Entidades de defesa dos direitos humanos vêm alertando para o crescimento contínuo no número de manifestantes mortos no país, incluindo adolescentes e atletas. As organizações defendem a abertura de investigações independentes, transparentes e com participação internacional para apurar as ações das forças de segurança iranianas durante a repressão.