Dívida interna concentra a maior parcela do endividamento
A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) continua respondendo pela fatia mais significativa do total. Seu estoque avançou 2,63%, alcançando R$ 8,920 trilhões em junho.
Na frente externa, a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) encerrou o mês em R$ 347,71 bilhões — equivalente a US$ 67,17 bilhões —, uma alta de 2,12%. Dentro desse montante, R$ 299,95 bilhões são referentes à dívida mobiliária e R$ 47,76 bilhões à dívida contratual.
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Entrar no grupo Colchão de liquidez cresce, mas cobertura de vencimentos recua
A reserva destinada exclusivamente ao pagamento de títulos públicos — conhecida como colchão da dívida — atingiu R$ 1,346 trilhão em junho. Esse valor representa avanço de 11,17% em relação a maio e de 30,6% na comparação com junho de 2025.
Segundo o Tesouro, o montante disponível é suficiente para cobrir os vencimentos da dívida pelos próximos 8,33 meses. Apesar do crescimento nominal da reserva, a cobertura ficou abaixo dos 9,14 meses registrados no mês anterior. Ainda assim, permanece acima do mínimo prudencial de três meses adotado pelo órgão.
Prazo médio cai e participação estrangeira recua
O prazo médio da dívida pública diminuiu de 4,07 anos para 4,01 anos entre maio e junho — sinal de que o governo tem encontrado mais dificuldade para colocar papéis de longo prazo no mercado.
A participação dos investidores estrangeiros na DPMFi caiu de 10,14% para 9,95% no período. Contudo, em termos absolutos, o volume em mãos desses investidores subiu de R$ 881 bilhões para R$ 887,87 bilhões.
Perfil dos detentores da dívida interna
As instituições financeiras seguem como as maiores detentoras da dívida interna, com fatia de 31,76% do estoque. Os fundos de investimento ampliaram sua participação para 22%, ao passo que os fundos de previdência reduziram sua parcela para 22,52%. As seguradoras responderam por 3,34%.
Com a dívida pública aproximando-se da marca de R$ 10 trilhões em ritmo acelerado, cresce a pressão sobre o governo Lula para apresentar medidas efetivas de contenção do gasto público. A trajetória atual evidencia que a política fiscal expansionista tem cobrado um preço cada vez mais alto das contas federais.