Contrato milionário estava em plena vigência
À época do encontro, o Banco Master mantinha um contrato de R$ 3,6 milhões mensais com o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, do qual participam Viviane Barci de Moraes e dois filhos do casal.
O escritório foi contratado em 16 de janeiro de 2024 para atuar na defesa dos interesses do Banco Master junto ao Banco Central do Brasil, à Receita Federal e ao Congresso Nacional. O acordo previa vigência de 36 meses e poderia render até R$ 129 milhões, caso o banco não tivesse sido posteriormente liquidado pelo Banco Central.
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Entrar no grupo Documentos e investigação da PF
Cópias do contrato teriam sido encontradas no celular de Daniel Vorcaro, apreendido após sua prisão durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal.
O caso passou a ganhar maior repercussão após reportagens apontarem interlocuções diretas entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante o período em que se discutia a tentativa de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB).
Contatos com o Banco Central
De acordo com a colunista Malu Gaspar, Moraes manteve telefonemas e ao menos um encontro presencial com Galípolo para tratar da situação do Banco Master.
“De acordo com o que o próprio ministro contou a um interlocutor, ele disse que gostava de Vorcaro e, repetindo um argumento que o banqueiro usava muito, afirmou que o Master era combatido por estar tomando espaço dos grandes bancos”, relatou o jornal.
Segundo a mesma apuração, Galípolo teria informado ao ministro que técnicos do Banco Central haviam identificado fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Banco Master para o BRB. Ainda conforme os relatos, Moraes teria reconhecido que, caso a fraude fosse confirmada, a operação não poderia ser aprovada.
Repercussão política e resposta do ministro
Integrantes da oposição ao governo Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a divulgação dessas informações abriu uma “brecha de oportunidade” para o avanço de ao menos uma denúncia por crime de responsabilidade contra o ministro do STF.
Em nota oficial, Alexandre de Moraes afirmou que a reunião com Gabriel Galípolo teve como tema principal a aplicação da Lei Magnitsky, negando que o encontro tenha tratado de assuntos relacionados à operação do Banco Master.