Eduardo Bolsonaro afirma que Moraes e delegado da PF “merecem prisão” após documento dos EUA sobre caso Filipe Martins
Eduardo Bolsonaro pede prisão de Moraes e delegado após documento dos EUA contestar base da prisão de Filipe Martins.
Por ContraFatos 11/10/2025 Atualizado em 11/10/2025
Dep. Eduardo Bolsonaro (PL - SP) em discussão e votação de propostas no Plenário da Câmara, Sessão Deliberativa, em Brasília, DF (4/2/2025) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Deputado reage a comunicado da Alfândega norte-americana que contradiz base da prisão do ex-assessor de Jair Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais neste sábado (11) para comentar um comunicado emitido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP). O documento, divulgado na sexta-feira (10), contesta as informações que embasaram a prisão do ex-assessor presidencial Filipe Martins, apontando que ele não entrou nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022, como havia sido registrado em investigações conduzidas no Brasil.
Segundo Eduardo Bolsonaro, o comunicado comprova que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), utilizou dados falsos para justificar a prisão de Filipe Martins. “Moraes usou uma inserção falsa para prender Filipe por mais de seis meses, começando numa solitária, sem poder sair, ver a luz do sol e etc”, afirmou o deputado, classificando a situação como um caso de “tortura”.
Leitura
Acusações contra Moraes e delegado da PF
O parlamentar também defendeu que tanto o ministro Alexandre de Moraes quanto o delegado da Polícia FederalFábio Shor deveriam ser presos. “Filipe sofreu tudo isso pois lhe foi oferecida uma delação premiada para inventar alguma conexão de [Jair] Bolsonaro com o golpe da Disney. Filipe, homem de verdade, segurou a onda e hoje a verdade vem à tona. Moraes e o delegado federal Fábio Shor merecem a prisão e Filipe ser reparado pelo Estado devido a esta ilegalidade”, declarou Eduardo.
O deputado, que tem feito pronunciamentos no exterior contra o que chama de “ações antidemocráticas” do Judiciário brasileiro, reforçou que o caso expõe graves falhas e abusos na condução das investigações.
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