“A reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente”, escreveu Eduardo. “Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um erro grave. Eles agora se sentem confortáveis para fazer coisas como esta notícia.”
Em outra passagem, dirigiu-se diretamente a Trump e alertou que o ministro estaria aguardando uma futura mudança de governo nos EUA. “Moraes está esperando o retorno de uma administração democrata radical nos EUA para que, juntos, possam fazer com você o que estão fazendo comigo hoje”, declarou.
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Entrar no grupo Críticas à investigação e à denúncia
Eduardo também atacou a natureza das acusações que enfrenta. Segundo ele, a denúncia trata o governo norte-americano como se fosse uma organização criminosa. “Considere a ousadia de suas acusações: eles alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo norte-americano”, continuou Eduardo. “Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa. Eles desprezam a liberdade. Eles se opõem aos valores representados pela sua administração.”
Para o ex-deputado, trata-se de perseguição política. Ele afirmou que o STF instrumentaliza o Direito contra adversários e defendeu a adoção de medidas econômicas e diplomáticas contra Moraes.
Entenda as acusações contra Eduardo Bolsonaro
O julgamento no STF está marcado para esta terça-feira, 16. A denúncia imputa a Eduardo Bolsonaro o crime de coação no curso do processo. O caso está inserido nas investigações sobre os atos de 8 de janeiro. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o ex-deputado tentou dificultar o andamento das apurações.
O inquérito apura contatos mantidos por Eduardo com integrantes do governo dos Estados Unidos. Segundo as investigações, ele teria solicitado à equipe de Trump a imposição de tarifas comerciais contra o Brasil e a suspensão de vistos de ministros do STF e de outras autoridades federais brasileiras.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República foi aceita pelo STF em novembro do ano passado. Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos.