A reação veio após Moraes determinar a proibição de visitas “com finalidade político-eleitoral” a Bolsonaro até o encerramento das eleições deste ano. Além disso, o magistrado vetou qualquer tipo de visita pelo prazo de 30 dias, abrindo exceção apenas para advogados e profissionais da saúde.
Referência a Adélio Bispo e acusação grave contra o ministro
Em outra postagem, Eduardo Bolsonaro fez uma comparação contundente: “O objetivo de Moraes é terminar o serviço iniciado por Adélio”. A referência é a Adélio Bispo de Oliveira, responsável pela facada que quase tirou a vida de Jair Bolsonaro em setembro de 2018, na cidade de Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral daquele ano.
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Entrar no grupo Constituição e direito de comunicação do preso
Na noite anterior, sexta-feira 17, o ex-deputado já havia se manifestado no X sobre o tema. “Não que seja relevante atualmente, mas a Constituição diz que, mesmo numa situação grave como o estado de defesa, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável”, argumentou Eduardo.
Na sequência, o filho do ex-presidente complementou: “Lembrando que uma das hipóteses de aplicação do estado de defesa é justamente risco às instituições (democracia)”.
Visita de Milei também foi barrada
A decisão de Alexandre de Moraes foi ainda mais abrangente. O ministro do STF também vetou a possível visita do presidente da Argentina, Javier Milei, a Bolsonaro. Milei é considerado amigo e aliado político do ex-presidente brasileiro.
A justificativa apresentada por Moraes para as restrições foi o suposto descumprimento de regras por Jair Bolsonaro. O episódio que motivou a decisão teria sido a leitura, pelo senador Flávio Bolsonaro, de uma carta escrita pelo pai durante uma visita anterior.