Acusação de crimes financeiros e críticas ao sistema político
Na avaliação de Eduardo, o risco a Mendonça decorreria do fato de o ministro ter tornado públicos supostos crimes financeiros. O ex-parlamentar não poupou críticas ao cenário institucional do país.
“Não tenho nenhuma dúvida que se meu irmão Flávio Bolsonaro não for eleito, a cleptocracia irá destruir o restante do que sobrou da nação”, escreveu Eduardo Bolsonaro no X.
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Entrar no grupo Na mesma postagem, ele foi além e atacou diretamente os ocupantes de cargos públicos: “O escárnio que o país está presenciando é só o coroamento dos inúmeros crimes cometidos pela quadrilha que sequestrou as instituições públicas do país. São desqualificados, porque foram indicados e postos lá por gente desqualificada.”
Sessão do STF sobre Moraes acaba sem resultado
O pronunciamento de Eduardo foi motivado pela sessão em que o STF analisava suspeitas envolvendo a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Em vez de avançar sobre o mérito, o tribunal se deteve em uma questão de ordem: como o caso deveria ser analisado.
O impasse teve início quando o ministro Gilmar Mendes propôs o julgamento conjunto do procedimento relativo a Moraes com o processo que envolve Mendonça. O plenário chegou a formar maioria de 4 votos a 3 pela separação dos dois casos, porém o ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo a análise e deixando a questão em aberto.
Composição atual do Supremo
O STF conta atualmente com dez ministros em atividade, indicados por cinco presidentes da República distintos ao longo dos anos. André Mendonça foi nomeado para a Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o que reforça o vínculo político que embasa a preocupação manifestada por Eduardo Bolsonaro quanto ao futuro do magistrado.