Fatos de gravidade enorme, segundo Eliana Calmon
De acordo com a ex-ministra, as informações compiladas pela PF são detalhadas e documentadas, o que torna inviável ignorar o caso. “Estes fatos são de uma gravidade enorme”, disse. “Fatos detalhados, com muitos episódios, muitos documentos.”
Eliana observou que relatos sobre a situação já vinham circulando havia algum tempo, mas a divulgação de novas informações elevou a necessidade de uma apuração formal por parte do STF.
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Entrar no grupo Apesar do tom firme, a ex-corregedora fez questão de ponderar que os relatos ainda carecem de comprovação e que não se trata de apontar responsáveis antecipadamente. “Não estamos querendo apontar culpados”, afirmou. “Estamos diante de fatos que foram apurados pela polícia e que precisam ser comprovados.”
Defesa de processo administrativo e afastamento cautelar
Para Eliana Calmon, o primeiro passo deve ser a instauração de um procedimento administrativo interno no Supremo. “A primeira coisa é abrir um processo administrativo, um processo interno onde se apura o comportamento do magistrado”, afirmou.
Na visão da ex-ministra, essa apuração inicial funcionaria como uma sindicância e seria levada ao plenário do STF. Ela sustentou ainda que Moraes deveria ser afastado cautelarmente enquanto o procedimento estivesse em curso, argumentando que o ministro não deveria continuar julgando processos ao mesmo tempo em que responde à investigação.
Eliana cobra liderança de Fachin e posição individual dos ministros
A ex-ministra indicou que a primeira resposta institucional deveria vir do presidente do STF, Edson Fachin. “Esperamos a resposta do ministro Fachin”, afirmou. Na sequência, caberá aos demais integrantes da Corte se pronunciarem. “A segunda atitude será da própria Corte, que deverá se manifestar, cada um por si.”
Eliana Calmon também criticou a manifestação pública já emitida sobre o caso, reforçando que o momento demanda uma postura concreta e não meramente declaratória por parte do Supremo Tribunal Federal.