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Em evento do PCdoB, Lula exalta Chávez e ataca Bolsonaro

Presidente exaltou a Unasul, relembrou líderes sul-americanos e cobrou reflexão sobre avanço da direita

Durante o 16º do Partido Comunista do (PCdoB), realizado nesta quinta-feira (16) em Brasília, o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) defendeu uma reflexão profunda da esquerda diante do crescimento das forças conservadoras no mundo, elogiou o ditador venezuelano Hugo Chávez e criticou o ex-presidente Jair , a quem chamou de “figura grotesca”.

O evento, que reúne cerca de 600 delegados de todo o país, marca a abertura dos debates internos do partido e deve confirmar a recondução de Luciana Santos à presidência nacional da legenda.

Lula cobra autocrítica da esquerda

Em seu discurso, Lula afirmou que a esquerda precisa reconhecer erros e revisar estratégias para compreender o avanço da chamada “extrema direita” no cenário internacional.

“Por que a extrema direita cresceu tanto no mundo e o setor progressista diminuiu?”, questionou.
“Muitas vezes a gente joga a culpa nos outros, mas é preciso refletir se não erramos, o que deixamos de fazer e o que poderíamos ter feito melhor.”

O presidente disse que movimentos conservadores ganharam força inclusive em países que haviam passado por governos progressistas e que isso deveria servir de alerta.

Elogios a Chávez e lembranças da Unasul

Lula destacou o período em que liderou iniciativas de integração regional e afirmou que a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em 2008, foi o “melhor momento político da América do Sul em 500 anos”.

“Eu tive o prazer de conviver com Cristina [Kirchner], Tabaré [Vázquez], Mujica, Evo Morales, Hugo Chávez…”, disse Lula. “A Unasul representou o ápice da união política sul-americana. Isso acabou, e não é fácil reconstruir.”

O presidente exaltou o papel de Chávez como articulador regional e defendeu a retomada de políticas de integração entre os países latino-americanos.

Críticas a Bolsonaro e à direita global

Em tom mais duro, Lula atacou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “politicamente grosseiro”, e comparou o fenômeno brasileiro ao avanço da direita em outras partes do mundo.

“Como se explica uma figura politicamente grotesca como Bolsonaro ser eleita presidente? Isso acontece em outros países do Sul e também na Europa”, declarou.

Segundo Lula, o fortalecimento desses movimentos conservadores tem ligação com campanhas de desinformação, redes sociais e discursos de ódio, fatores que, em sua visão, desafiam a democracia e a tolerância política.

Autoridades e aliados presentes

A cerimônia contou com a presença de e lideranças de partidos aliados, incluindo Luciana Santos (Ciência e Tecnologia e presidente do PCdoB), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), Edinho Silva (presidente do PT), João Campos (prefeito do Recife), Talíria Petrone (líder do Psol na Câmara) e Paulo Lamarc (presidente da Rede Sustentabilidade).

O congresso, que vai até 19 de outubro, também presta homenagem às vítimas da ditadura militar, relembrando que o PCdoB foi uma das legendas mais perseguidas pelo regime após 1964.


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