Colunista critica impacto do acordo milionário na credibilidade do Judiciário e aponta possível conflito de interesses
O jornalista Alexandre Garcia publicou, em 9 de dezembro de 2025, um artigo contundente sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O acordo previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões durante três anos — uma soma que poderia alcançar R$ 129 milhões.
Valores e escopo do contrato levantam questionamentos
Segundo a apuração citada por Garcia, o contrato não vinculava os serviços jurídicos a um caso específico. O escritório deveria atuar para o banco sempre que fosse considerado “necessário”, característica que, para críticos, amplia o risco de favorecimento e alimenta suspeitas de conflito de interesses.
Os documentos que revelaram o acerto foram apreendidos pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Master. Entre os arquivos, chamou atenção o trecho que indicava que os pagamentos ao escritório deveriam ter prioridade absoluta, algo classificado por Garcia como totalmente incomum para contratos do tipo.
Reação de entidades e impacto na confiança pública
A repercussão foi imediata. A Transparência Internacional/Brasil alertou que negociações dessa natureza, envolvendo familiares de ministros e instituições investigadas, podem comprometer seriamente a credibilidade do Judiciário.
Para a entidade, a relação financeira entre o banco e a esposa de um magistrado que integra o STF agrava a percepção de vulnerabilidade ética e institucional.
Colunista afirma que caso exige explicações e poderia levar à renúncia
Diante do cenário, Garcia escreveu que, “em um país normal”, a preservação da confiança nas instituições demandaria uma resposta pública — e até a renúncia de Alexandre de Moraes.
Na avaliação do colunista, o volume do contrato e o contexto em que ele surge fragilizam a imagem de imparcialidade do ministro, intensificando uma crise de confiança que alcança o próprio Supremo Tribunal Federal.